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Por Declev Dib-Ferreira em 15/12/2009Chegou em casa entrou correndo jogou as coisas em cima do sofá e ligou o computado.
Enquanto a máquina “inicializava” foi à cozinha, enbcheu a caneca com o café de ontem que estava na cafeteira e o esquentou no microondas.
Sentou ansioso em frente à tela, com o coração disparado na expectativa de que ela estivesse disponÃvel.
Ainda não.
Frustrado, enviou mensagem dizendo que a esperava e foi comer algo, após aumentar o volume do computador, para ouvir o sinal sonoro de resposta à sua mensagem.
Ouviu. Alguém entrou.
Largou o que estava fazendo na cozinha e correu para sua cadeira cativa.
Era o João, que o viu disponÃvel e chamou para uma conversa.
Ignorou-o e foi terminar de comer o sanduÃche. Pão, queijo e umas últimas rodelas de tomate.
Olhou o relógio na parede acima da geladeira e já se passaram seis minutos do horário costumeiro.
A casa continuava por varrer e na máquina de roupa já não cabia uma peça.
Quando pensou em jogar no lixo o arroz da panela que estava há três dias em cima do fogão, opuviu novo sinal sonoro de uma pessoa o chamdno em alguma parte do mundo.
Poderia ser outro o chamando à conversa, pensou; mas em milésimos de segundos este pensamento foi substituÃdo pela perspectiva de agora ser ela.
Correu.
E era.
“Olá, que saudade! Eu estava ansioso, você demorou”, escreveu ele.
“Engarrafamento
“, respondeu ela.
“Como foi seu dia?”
“O mesmo de sempre, pensando em você”.
“Eu também…”
Seis horas e meia depois, ele escrerve a frase final: “Tchau, até amanhã, eu te amo <0>”
Tomou um banho rápido e foi deitar pensando em como seria o rosto daquela que ele ama tanto…
Declev Reynier Dib-Ferreira
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