Textos para a Categoria ‘Reflexões’

Agradecimento

Por Declev Dib-Ferreira em 03/09/2011

AGRADECIMENTO

Declev Reynier

Poucas pessoas têm a oportunidade
De estarem aqui, como eu
Observando o firmamento, as estrelas
E uma chuva de meteoros
Às quatro e meia da madrugada
De um dia de semana.

Muito obrigado meu Deus
Por estas estrelas,
Por este espetáculo de meteoros;
Por esta vida.

Porque sentimos tanto medo?
Porque as pessoas não podem ser boas?
Porque não são felizes?

Haverá o dia em que as pessoas mudarão,
Mudando de figura esta terra que habitamos.
As pessoas serão boas
Haverá fraternidade, bondade, compaixão,
Beleza, natureza, igualdade.

Não haverá a quem fazer caridade
Pois todos serão iguais.

Não haverá medo.

Até esse medo da morte vai acabar.
Pois esta será bem compreendida
Haverá a compreensão desta passagem
De uma dimensão à outra
E vice-versa.

A comunicação com os “mortos”
Será fácil
Será corriqueira.

A morte não será mais, para as pessoas,
Um aniquilamento da vida
– Desta mesma vida que nós nos fazemos sofrer,
Mas que temos medo que acabe –

As famílias serão unidas
E felizes.
Os amigos não trairão.
O dinheiro não exercerá
O deslumbramento que exerce.

Haverá o dia
Em que tudo isso acontecerá
Aqui na terra.

E eu estarei aqui para ver.

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Com / Sem

Por Declev Dib-Ferreira em 31/08/2011

COM / SEM

Declev Reynier

Será que se pode combater
Sem bater em ninguém?
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Anti-Receita

Por Declev Dib-Ferreira em 27/08/2011

ANTI-RECEITA

Declev Reynier

Pega-se um pouquinho de ferro derretido
Coloca-se em algumas forminhas,
Faz-se as peças.
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Vida Oca

Por Declev Dib-Ferreira em 26/08/2011

VIDA OCA

 Declev Reynier

Resolvi me perguntar
Para onde estava indo
Descobri apavorado,
Transtornado
Que eu não estava indo,
Estava parado

Fiquei surpreso
Eu estava preso
Estava preso a minha própria vida
Que estava indo ao sabor do vento
E eu não indo

Pensei: para onde quero ir?
Eu não sei,
Só sei que quero ir,

Crescer, caminhar

Me perguntei:
Para onde você quer ir?

Infelizmente respondi: eu não sei
Eu não sei,
Nem eu mesmo sei!

Metas, quero metas
Minha vida está parada
Mas eu caminhando – em círculos

E quem caminha em círculos fica tonto
Como um mosquito que leva um tapa
Ou quando se joga inseticida em uma barata

Nós acabamos caindo,
Apodrecendo,
Envelhecendo no pior sentido da palavra

Minha vida está parada
E vida é como água
Se ficarmos parados apodrecemos
Nossa mente se polui
E bichos aproveitam
Para tirar proveito
Para colocarem seus ovos
Que gerarão larvas
Que novos bichos virarão;

Bichos que corroem
Bichos que corroem e nos ocam

E como um saco vazio,
Não conseguimos nem nos manter em pé.

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Todos

Por Declev Dib-Ferreira em 26/08/2011

TODOS

 Declev Reynier

Índio
Negro
Branco
Mulato
Mameluco
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Rabo

Por Declev Dib-Ferreira em 24/08/2011

RABO

Declev Reynier 

Você diz a toda hora:

Nossa, mas que rabo enorme!
Cara, que verruga cabeluda!
Putz, que cabelo duro!
Êpa, como é grande o seu nariz!

Se eu fosse você
Compraria um espelhinho

Talvez assim se preocupasse apenas
Com seu rabo, sua bunda
Seu cabelo e seu focinho!!!

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Morte

Por Declev Dib-Ferreira em 23/08/2011

MORTE

 Declev Reynier 

Sentimento estranho esse da morte
Perda, saudade, vazio, tudo se sente
Quem estava em nosso meio a um instante
Agora não mais se faz presente
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Mutação

Por Declev Dib-Ferreira em 22/08/2011

MUTAÇÃO

Declev Reynier 

Quem me dera ocorresse uma catástrofe benéfica
Uma guerra que produzisse efeitos mutantes no ser humano
E nossa raça se visse, palas próprias mãos
Impedida de se reproduzir com seus semelhantes

Quem me dera o ser humano tivesse
Que optar em reproduzir com animais
Apenas pela necessidade
De perpetuar sua existência

Alguns escolheria o cachorro, e seus filhos,
Fossem fisicamente como fossem
Herdariam a lealdade e a sinceridade dos cães

Outros, nadando pelas águas, cruzariam com golfinhos
E seus filhos teriam um sincero sorriso no rosto
Herdando a bondade e benevolência que nos faltam

Os filhos de quem escolhesse os cavalos seriam felizes
Pois gostariam do trabalho
Seriam mais amigos uns dos outros
Amando a natureza e a liberdade

E alegres seriam nossos filhos com macacos
Com sua espontaneidade e esperteza
Sabendo saborear o que nos dá a natureza

E, mesmo dentucinhos,
Alegres seriam também os cruzamentos com esquilos
Sabendo dar valor ao alimento
Guardando apenas o que é de seu sustento

Os filhos de humanos com cobras
Seriam bem menos maliciosos e traiçoeiros
Visto que elas só usam seu veneno e astúcia
Para caçar seu alimento

Ah, me alegro só de pensar em nossos filhos com as araras
Que cores lindas teríamos

E mais: também herdaríamos sua fidelidade,
Sua vida conjugal à dois,
O amor das araras.
O amor.

Herdaríamos o amor dos bichos.

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As máquinas e o ser humano

Por Declev Dib-Ferreira em 19/08/2011

AS MÁQUINAS E O HOMEM

Declev Reynier

Antigamente o ser humano fazia tudo.

Ele produzia sua comida, suas roupas, seus abrigos. Até há pouco tempo era assim. Tínhamos que fazer todas as contas, arrumar centenas de gavetas e papeladas, fazer quase tudo manualmente.

Agora as coisas estão mudadas. As máquinas já fazem quase de tudo.
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Espelho

Por Declev Dib-Ferreira em 14/08/2011

ESPELHO

Declev Reynier

Ele grudou o nariz e a testa no vidro
Olhou fixadamente cada peça exposta
Seus olhos brilharam com o brilho que vinha lá de dentro
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