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	<title>Hebdomadário Cultural &#187; Premiados</title>
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	<description>Unindo minha cara de pau com serviço cultural</description>
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		<title>Mãe Árvore</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias autorais]]></category>
		<category><![CDATA[Premiados]]></category>
		<category><![CDATA[premiadas]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita. É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois&#8230; hãm hãm&#8230; tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos&#8230;). E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita.<br />
É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois&#8230; hãm hãm&#8230; tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos&#8230;).<br />
E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as mulheres&#8230;<br />
Divirtam-se&#8230;</p>
<p><strong>MÃE ÁRVORE</strong></p>
<p>Houve árvores inesquecíveis<br />
A vida passa, mas elas ficam<br />
Infelizmente algumas apenas na memória</p>
<p>Ah, as árvores&#8230;</p>
<p>O que seria de minha infância sem as árvores?<br />
A caramboleira do quintal da minha avó<br />
Que caramboleira!<br />
Grande, mas pequena<br />
Como uma pequena mulher fofinha<br />
Seus galhos finos a tornam esbelta quando vista por dentro,<br />
Onde cabiam todos os meus sonhos<br />
Lugares cativos meu e de meu irmão nos acolhiam<br />
Quantas carambolas eu comi<br />
Agora ela faz parte do meu corpo<br />
E de minhas lembranças&#8230;<br />
Minha infância já se foi,<br />
Mas ela está lá</p>
<p>Teve melhor destino que a goiabeira<br />
Que no meu quintal deu lugar à piscina<br />
Mas em minha memória ela ocupa<br />
Os principais arquivos de tempos idos<br />
Era minha casa dentro do quintal de minha  casa<br />
O meu universo quando minhas preocupações<br />
Eram apenas comer meu lanche longe da mesa e do chão<br />
Quantas proteínas ela me ofereceu<br />
Através dos bichinhos dos caroços brancos de seus frutos<br />
Hoje deito ao sol ao lado da piscina no vazio que ela deixou</p>
<p>Que saudade&#8230;</p>
<p>Saudade igual à que sinto pela minha “cabeluda”<br />
Ah, que frutinha gostosa<br />
Amarela como o sol<br />
Redonda como as bolas de gude<br />
Que eu tirava dos “triângulos”  de giz no cimento<br />
Seus galhos frágeis não me agüentavam<br />
Mas nada mais eu pedia<br />
Que suas frutinhas de grandes caroços doces<br />
Teve o mesmo destino que a goiabeira<br />
Eram duas irmãs&#8230;<br />
E hoje seu doce vive apenas na lembrança de meu paladar</p>
<p>Abacateiro que brincava de esconder<br />
E guardava seus frutos em cima do telhado</p>
<p>Jameleiro que era artista<br />
E pintava todo o chão com seu lindo violeta dos frutos</p>
<p>Todas vivem apenas na lembrança<br />
Apenas na lembrança&#8230;</p>
<p>Existem outras,<br />
Como o cajueiro da casa de praia<br />
Se fazia de difícil,<br />
Mas subíamos e pescávamos seus frutos nos mais altos galhos<br />
Este embora vivo também vive na lembrança<br />
Pois como um parente distante muito pouco o visito</p>
<p>Que saudade, árvore da frente da minha casa<br />
Lindas suas flores brancas, suas enormes folhas<br />
E seus frágeis galhos que se quebravam nos jogando ao chão<br />
E sua seiva, que pingava como lágrimas de leite</p>
<p>Leite que brotava como nos seios das mães<br />
Que vivem apenas na lembrança quente<br />
De quando as árvores nos pegavam no colo,<br />
Como mamãe também fazia.</p>
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