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	<title>Hebdomadário Cultural &#187; Mulheres</title>
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	<description>Unindo minha cara de pau com serviço cultural</description>
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		<title>Choronas</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 20:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Choro]]></category>
		<category><![CDATA[Desgraças]]></category>
		<category><![CDATA[Ônibus]]></category>

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		<description><![CDATA[- Snif... snif...
- Com licença.
- ... snif...
- Desculpe, mas... o que houve?
- Nada... nada... snif...
- Como nada? Você tá chorando!

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center" align="center"><strong>CHORONAS</strong></p>
<p style="text-align: right" align="right"><strong><em>Declev Reynier</em></strong></p>
<p>- Snif&#8230; snif&#8230;<br />
- Com licença.<br />
- &#8230; snif&#8230;<br />
- Desculpe, mas&#8230; o que houve?<br />
- Nada&#8230; nada&#8230; snif&#8230;<br />
- Como nada? Você tá chorando!<span id="more-303"></span><br />
- Não é nada demais&#8230; uma coisinha à toa&#8230; snif&#8230;<br />
- Ora, ninguém chora assim dentro de um ônibus por uma coisinha à toa. Vamos, me conte, também sou mulher, quem sabe posso te ajudar?<br />
- Bem&#8230; é que&#8230; fui despedida hoje&#8230; snif&#8230;<br />
- Oh, meu Deus! Isso realmente é ruim. Mas não há de ser nada. Você pode conseguir outro emprego!<br />
- É&#8230; mas não é só isso&#8230; snif&#8230;<br />
- O que mais?<br />
- Eu&#8230; ah não!&#8230; fico sem jeito!<br />
- Ora, vamos, desabafe!<br />
- É que&#8230; eu cheguei em casa mais cedo porque fui despedida né?, aí encontrei meu marido na cama com outra&#8230; snif&#8230;<br />
- Oooohhh!<br />
- E era minha melhor amiga!<br />
- Puxa&#8230;<br />
- Antes de sair de casa correndo fui pegar minha cachorrinha de estimação, ela me mordeu e fugiu&#8230;<br />
- Nooossa&#8230; snif&#8230;<br />
- Aí saí de casa andando pela rua sem saber o que fazer, acabei sendo assaltada. Levaram minha bolsa com todos meus documentos e o dinheiro que tinha recebido.<br />
- Nããão! Snif&#8230; snif&#8230;<br />
- Resolvi ir para casa da minha mãe, acabei entrando neste ônibus, depois vi que é a linha errada e não tenho mais dinheiro nenhum&#8230;<br />
- Nossa!&#8230; snif&#8230; snif&#8230; hic!&#8230; snif&#8230;<br />
- E ainda por cima, entrando aqui quebrei minha unha que fiz ontem!<br />
- Ah, não, snif&#8230; snif&#8230; Isso não! Snif&#8230; hic!&#8230; snif&#8230;<br />
- Com licença&#8230;<br />
- Aonde você vai? Snif&#8230; snif&#8230;<br />
- Vou descer no próximo ponto. Não aguento ninguém chorando assim do meu lado!</p>
<h1 style="text-align: left"><em><strong><span class="Apple-style-span" style="font-size: 13px"><br />
</span></strong></em></h1>
]]></content:encoded>
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		<title>Bode Pode</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2011/08/13/bode-pode/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2011/08/13/bode-pode/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Aug 2011 22:36:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>

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		<description><![CDATA[Vai meu filho, vai 
Vai comer as garotinhas 
Vai mostrar que você é homem 

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center" align="center"><strong>BODE PODE</strong></p>
<p style="text-align: right" align="right"><strong><em>Declev Reynier</em></strong></p>
<p style="text-align: left">Vai meu filho, vai<br />
Vai comer as garotinhas<br />
Vai mostrar que você é homem <span id="more-289"></span>E não me decepcione<br />
Se uma delas engravidar<br />
Não tem problema,<br />
Nós mandamos abortar<br />
Ah, esse é o meu galinho<br />
Cabra macho, sim senhor<br />
Desde bem pequenininho<br />
Já brincava de doutor<br />
Afinal, para que serve o “bilinblau”?<br />
Mas, agora, minha filhinha<br />
É uma santa, não galinha<br />
Namorado, só em casa<br />
De mãos dadas e mais nada<br />
Se for sair, não adianta<br />
Só com o irmão<br />
Eu já disse: ela é santa!<br />
Dez horas tem que estar de volta<br />
&#8220;É muito cedo pai!”<br />
Mas não importa<br />
Filha minha virgem casa<br />
Lava, passa, cozinha<br />
E arruma toda a casa<br />
Mesmo se marido não encontrar<br />
Só sendo virgem<br />
Para na minha casa morar<br />
Mulher sem a pelinha,<br />
Como pode?<br />
Eu prendo a ovelhinha,<br />
Mas solto o meu bode!</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Entrevista com o louco</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/04/entrevista-com-o-louco/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/04/entrevista-com-o-louco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Nov 2007 01:49:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Louco]]></category>

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		<description><![CDATA[Hãn? Meu nome? Não sei... não lembro mais...

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center" align="justify"><strong>ENTREVISTA COM O LOUCO</strong></p>
<p style="text-align: right" align="justify"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p align="justify">Hãn? Meu nome? Não sei&#8230; não lembro mais&#8230;</p>
<p align="justify">Hãn? Minha casa? É&#8230; o hospício não é tão ruim. Aqui me sinto protegido; é sossegado, tirando os berros casuais de alguns colegas.</p>
<p align="justify">Hãn? Sim, sim, sou bem tratado.</p>
<p align="justify">Hãn? Visitas? De vez em quando recebemos as visitas de algum anjo. No gramado há alguns unicórnios e duendes, mas não são todos que conseguem vê-los.</p>
<p align="justify">Hãn? Solidão? Não, não&#8230; eu tenho um bichinho de estimação, o <em>Gotchgotch</em>. Ele não é daqui, é de outro planeta; caiu aqui no terreno numa cápsula espacial.</p>
<p align="justify">Hãn? Ele come <em>ramiscabrini</em> com molho <em>menesquênsis</em>.</p>
<p align="justify">Hãn? Quando cheguei aqui? Há alguns milênios, acho&#8230;</p>
<p align="justify">Hãn? Porquê vim para cá? Não sei, acho que me achavam normal demais para ficar no mundo louco lá de fora.</p>
<p align="justify">Hãn? As últimas coisas de que me lembro antes de vir prá cá? Não me lembro de muitas coisas não&#8230; lembro de uma mulher&#8230; e lembro de que eu falei um dia: &#8220;nem que seja a última coisa que eu faça, eu ainda vou compreender essa mulher!&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O cara, a amiga e a esposa</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/02/o-cara-a-amiga-e-a-esposa/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/02/o-cara-a-amiga-e-a-esposa/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Nov 2007 00:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Casais]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele é apaixonado pela esposa. Vivem bem, têm casa, carro, boa comida, frequentam bons restaurantes, cinema, teatro. Nada de muito luxo, mas uma vida estável. Não têm filhos, mas pretendem ter, não um, mas três. É para ter uma família grande, estão acostumados com isso. Muitos irmãos, tios e primos de ambas as partes.

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p style="text-align: center"><strong>O CARA, A AMIGA E A ESPOSA</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p style="text-align: right"><strong><em>Declev Reynier</em></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Ele é apaixonado pela esposa. Vivem bem, têm casa, carro, boa comida, frequentam bons restaurantes, cinema, teatro. Nada de muito luxo, mas uma vida estável. Não têm filhos, mas pretendem ter, não um, mas três. É para ter uma família grande, estão acostumados com isso. Muitos irmãos, tios e primos de ambas as partes.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Ele tem também uma grande amiga. É uma amizade meio paixão, sei lá. Se gostam muito. Nunca aconteceu nada, creio que nem desejo por parte dos dois. São como irmãos que se dão muito bem. Ela sabe tudo da vida dele, seus desejos, anseios, dúvidas, seus medos, tudo. E vice-versa. Se conheceram bem pequenos e logo de início surgiu essa grande amizade. Já dormiram até na mesma cama, e podiam dormir mesmo abraçados, pois não acontecia nada.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>É lógico que dormir na mesma cama não acontece mais depois que ele casou. Sua esposa, para seu desgosto, odeia esta amiga. E vice-versa. É uma situação complicada. As duas nem se olham. Se uma sabe que a outra estará em tal lugar, não vai. Como explicar para a amiga que, como as duas não se gostam, ele nem sempre estará disponível como antes estava, para aquelas longas conversas, aqueles “porres + choradeiras” que só dois grandes amigos sabem como é? E como convencer a esposa da falta que ele também sente?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Esposa, amiga. Amiga, esposa. Essas duas mulheres o estavam enlouquecendo. E de tanto enlouquecer, fez o que se espera de um louco: uma loucura. Pelo menos foi o que pensaram os conhecidos quando souberam. Convidou a esposa para ir a uma festa na qual a amiga estaria. Cansou de se dividir. Resolveu que teriam que se entender. Teriam que se falar – ou se aturarem em um mesmo ambiente, pelo menos. Quando a convidou, a primeira pergunta da esposa, em tom de ironia,  foi: “sua amiguinha vai?”. “É claro que não!”, respondeu.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Foram. Chegaram antes da “amiguinha”. Estavam bebericando algo quando esta chegou. Ouviu-se um murmurinho, pessoas cochichando, espantadas com o final que poderia ter. Já tinham visto algo semelhante e não gostaram nem um pouco. Alguns ficaram até meio gelados. Ele, o amigo de uma e esposo da outra, foi o que mais gelou. Sua mulher estava conversando distraidamente, de costas para a entrada principal quando virou-se e a viu entrando. O copo caiu de sua mão, chamando a atenção da outra que, quando a viu, quis ir embora, impedida por amigos. A esposa, depois do limpa daqui, enxuga dali, quis dar um escândalo, gritar com o marido, sair correndo, mas se conteve. Tiveram que se encontrar. Antes de se encararem, as duas olharam o responsável pelo encontro como se quisessem fuzilá-lo. Chegou a hora: “oi&#8230;”, “oi, tudo bem?”, “tudo”.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>E foi só. Todo esse diálogo foi feito de semblantes fechados e singelos balançares de cabeça. A festa transcorreu na maior serenidade, uma aqui, outra lá, na medida do possível. Ele até estranhou não tocarem no assunto&#8230; na festa. Em casa levou o maior puxão de orelha desde o casamento. Não deu uma palavra, deixou a esposa desabafar. Naquela noite não teve nada. Como castigo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>No dia seguinte ainda ouviu um pequeno sermão da amiga pelo telefone. Ela jurou que se fizesse isso de novo, cortaria relações. Ele prometeu que não faria. Mas não cumpriu. Promoveu vários outros encontros. Passava noites e noites em greve, mas valia à pena. A amiga sempre jurava não lhe falar mais. Nunca cumpriu.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Foram tantas vezes que as duas começaram a travar conversas amigáveis – que chegaram a até cinco frases cada uma! Num desses encontros, no fundo, já esperados, chegaram a ficar conversando por mais de meia hora. Em casa ela comenta: “Sabe aquela tua amiga?”</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>- Qual?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>- Você sabe&#8230;</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>- Ah&#8230;, o que tem?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>- Até que tem uma cabeça legal, concordamos em vários pontos. Foi bom ter conversado com ela.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Ele não perguntou nem falou mais nada. Foi dormir com um sorrizinho de vitória no rosto. Ouviu quase que o mesmo comentário da outra. Também não disse uma palavra. Quis dar tempo ao tempo.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>No fim de semana será seu aniversário. Pensou se chama ou não a amiga para o almoço. Antes de perguntar se seria conveniente, a esposa fala: “Por quê não convida sua amiga? Afinal, é o seu aniversário.” Chamou. Ela a princípio relutou, mas disse que iria.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>No dia, depois que a convidada apareceu, ele que teve que recepcionar as outras pessoas e  servir todo mundo. Sua esposa ficou conversando com ela todo o tempo, a essas alturas, amiga dos dois. Mostrou a casa, todas as fotos que existiam, deram boas risadas. Quem se sentiu meio chateado agora foi ele. Se sentiu meio rejeitado, com ciúmes das duas. Mas fazer o quê, não era isso que queria?</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Descobriram coisas maravilhosas uma sobre a outra. Esqueceram os defeitos e tudo mais que as faziam se odiar. Tornaram-se grandes amigas. Ela agora freqüenta a casa  quase todos  os dias. Ele está satisfeito, tem as duas perto de si como queria, sendo que, às vezes, se sente meio jogado. É só reclamar e receber carinho dobrado, mas logo o esquecem e voltam às conversas, algumas confidenciais.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Começaram a sair juntas. Sem ele. Cinema, choppinho, praia. Parecem irmãs gêmeas que se adoram. Ele começou a se sentir sozinho. E com razão. Até sexo diminuíra a freqüência. A esposa começou a ficar mais séria dentro de casa, as visitas da amiga começaram a escassear, embora saíssem muito juntas. Sua antiga confidente não está mais ligando para ele, como fazia antes. Quando ele liga ela é fria, distante.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>Ele está preocupado. E curioso. A curiosidade logo se desfez, se transformando  em estupefação. A  esposa  lhe  contou o que estava acontecendo. Ela estava saindo de casa, iria para a casa da amiga, que a essas alturas não era só amiga. Estavam apaixonadas e iriam morar juntas.</p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt;text-align: justify">
<p>A amiga lhe pediu para que continuassem amigos. Ele não quis.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Criação poética do universo</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/22/criacao-poetica-do-universo/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 01:18:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[No início não havia nada. E nada havia de haver Não tivesse Deus uma idéia fixa na cabeça. Primeiro chutou o chão do universo que nada tinha Levantando a poeira cósmica, Fez bolinhas de areia com as mãos Formando os milhares de milhões de mundos&#8230; Alguns mundos ele deixou apagados Outros ele pôs fogo Após [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No início não havia nada.<br />
E nada havia de haver<br />
Não tivesse Deus uma idéia fixa na cabeça.<br />
Primeiro chutou o chão do universo que nada tinha<br />
Levantando a poeira cósmica,<br />
Fez bolinhas de areia com as mãos<br />
Formando os milhares de milhões de mundos&#8230;<br />
Alguns mundos ele deixou apagados<br />
Outros ele pôs fogo<br />
Após criar o fogo, claro<br />
Outros, como bolinhas de gude,<br />
Fez vagar pelo imenso universo&#8230;</p>
<p>Em um desses mundinhos apagados<br />
Ele criou muitas das coisas que agora conhecemos<br />
Ele chorou para fazer as águas<br />
Ele cobriu com lençol para fazer a noite<br />
Ele furou o lençol para fazer as estrelas aparecerem<br />
Colou uma lua linda nesse lençol<br />
Sempre sem tirar da cabeça<br />
A sua idéia fixa.</p>
<p>A lua inspirou Deus&#8230;<br />
Sua idéia era fazer algo perfeito e complexo&#8230;</p>
<p>E ele foi tentando:<br />
Fez as plantas:<br />
Musgos, algas, samambaias, rosas (o que o fez ficar mais inspirado), árvores&#8230;<br />
Mas não ficou satisfeito;<br />
Fez então os animais:<br />
Vermes, siris, peixes, jacarés, golfinhos, macacos&#8230;<br />
Chegou quase,<br />
Mas não ficou satisfeito;<br />
Fez o homem,<br />
Achou que tinha conseguido!<br />
Foi descansar<br />
Mas foi só Deus virar as costas<br />
Para o homem o decepcionar.<br />
Também,<br />
O homem era (e ainda é) tão&#8230; bruto, peludo, feio, carrancudo&#8230; tão parecido com o animal<br />
Passou-se muito tempo<br />
E Deus fazendo e refazendo suas fórmulas,<br />
Até que<br />
Criou a mulher.</p>
<p>E sem saber, aí sim,<br />
Ele criou um verdadeiro universo.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Como conquistar uma mulher</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/18/como-conquistar-uma-mulher/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2007 21:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hebdomadario.com/2007/10/18/como-conquistar-uma-mulher/</guid>
		<description><![CDATA[Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre! Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina&#8230; Basta que você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre!</p>
<p>Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina&#8230;<br />
<span id="more-48"></span><br />
Basta que você seja bonito como o Rodrigo Santoro (ou Brad Pitt, se preferir&#8230;), engraçado como Os Normais, de alma poética como Cyrano de Bergerac, bom amante como Don Juan, rico como o sultão de Brunei, que você lhe faça todos os desejos como o Sr. Bovary, que lhe conquiste todos os dias como se fosse a primeira vez, que faça amor bem carinhoso quando ela assim o desejar e faça sexo selvagem quando ela assim o quiser – e que o saiba sem perguntar!, que a compre flores todos os dias, adore a sogra, se dê bem com o sogro, com os cunhados e que nunca, absolutamente nunca dê razão à sua própria mãe em detrimento dela, que a acompanhe no chópin feliz da vida e sorrindo, que a deixe escolher suas roupas (as suas e as dela), que você saiba cozinhar – e cozinhe! – e que lave a louça (pois elas detestam), que estenda as roupas para secar, que saiba instintivamente que o mau humor repentino é da TPM e que a entenda e conforte (ficando calado, seu verme!!!), que a deixe vendo TV à noite quando você tem que dormir cedo pra acordar super cedo e a desligue 10 minutos depois, quando ela já dormiu, que você pague todas as contas, que a leve para jantar no restaurante mais chique em um dia e a leve para um cachorro-quente no outro, que a leve para dançar tecno em um dia, para dançar forró no outro e valsa no outro, que a leve para ver o pôr do sol em um dia, à praia no outro e à montanha no outro – e as vezes tudo isso no mesmo dia! –, que mude o rumo do mundo por causa dela como o super-homem, que diga sempre sim, que finja (sem ela saber) aprender tudo com ela, que você ame as sandálias e as bolsas tanto quanto ela e ache natural comprar mais algumas porque “está precisando e não tem nenhuma” &#8211; embora haja um armário cheio delas, que você nunca, absolutamente nunca responda com sinceridade negativa à perguntas como “você acha que engordei?” ou “esta roupa está boa?”, que você sempre, absolutamente sempre repare quando ela for ao cabeleireiro e der aquele cortezinho de cabelo que faz toda a diferença, além das unhas das mãos e – principalmente – as dos pés, que você a espere se arrumar pacientemente, sorrindo, esperando-a dizer pelo menos cinco vezes “tô pronta” e, sabendo que ela não está, nunca dizer “então vamos”, que nunca ria de uma cena de filme ou novela em que ela esteja chorando, que converse sempre com ela, animadamente e ouvindo-a atentamente, mesmo você estando extremamente cansado, de mau humor ou com dor de cabeça, e que lembre dos mínimos detalhes da conversa no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte, no ano seguinte e sempre que ela perguntar “você lembra&#8230;?”, que jamais, absolutamente jamais esqueça de datas como o primeiro dia que se viram, a primeira vez que se beijaram, o primeiro cinema, o primeiro restaurante, a primeira vez, o início do namoro, do noivado, do casamento, do aniversário, do dia internacional das mulheres, do dia das mães (se ela ainda não é, por causa da mãe dela, não da sua!)&#8230;</p>
<p>Viu como é fácil? A mim só falta a parte do sultão de Brunei&#8230;</p>
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		<title>Mulher Nua</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Surreais]]></category>
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		<description><![CDATA[- Você viu?!?

- O quê?

- Ali, naquela janela!

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center" align="center"><strong>MULHER NUA</strong></p>
<p style="text-align: right" align="center"><strong></strong><strong><em>Declev Reynier</em></strong></p>
<p>- Você viu?!?</p>
<p>- O quê?</p>
<p>- Ali, naquela janela!</p>
<p><span id="more-12"></span>- Qual?</p>
<p>- Ali, aquela daquele prédio branco, a terceira da esquerda para a direita do 2º andar&#8230;</p>
<p>- O que tem ela?</p>
<p>- Apareceu uma mulher nua nela.</p>
<p>- Não brinca!</p>
<p>- É verdade!</p>
<p>- E como você sabe que ela estava nua?</p>
<p>- Eu vi, ué!</p>
<p>- Poxa&#8230;</p>
<p>E ficaram os dois olhando para a janela, na esperança de ver a mulher nua.</p>
<p>Chega um terceiro.</p>
<p>- Ei, o que vocês estão olhando?</p>
<p>- Tem uma mulher nua naquela janela.</p>
<p>- Qual? &#8211; olhos arregalados.</p>
<p>- Aquela daquele prédio branco, a terceira da esquerda para a direita do 2º andar.</p>
<p>- É mesmo?</p>
<p>- É!</p>
<p>Ficaram os três olhando para a janela na esperança de ver a mulher nua. Chegam outras pessoas, fazem a mesma pergunta que todas as pessoas normais fariam (ou pelo menos teriam vontade de fazer) e todos respondem a mesma coisa:</p>
<p>- Tem uma mulher nua naquela janela &#8211; e antes da segunda pergunta que todas as pessoas normais fariam ou pelo menos teriam vontade de fazer, eles já emendam &#8211; ali, naquele prédio branco, a terceira da esquerda para a direita, no 2º andar.</p>
<p>O ajuntamento de gente começou a ficar maior. Foram chegando pessoas de todas as idades, raças, credos e sexos.</p>
<p>Como se ouviam também as mesmas perguntas e respostas em inglês, creio que até de outras nacionalidades.<br />
Todos queriam ver a tal mulher nua.</p>
<p>Já estavam olhando por cerca de trinta minutos quando a rua começou a ficar totalmente entupida. As pessoas já não cabiam na calçada, ficavam no meio da rua; e não adiantavam as buzinas, era por uma “boa” causa. Mas, de qualquer forma, ao avisarem aos motoristas do que se tratava, os próprios saíam de seus carros e ficavam olhando.</p>
<p>Veio a polícia saber o que estava acontecendo. E também ficou ali olhando para a janela daquele prédio branco, a terceira da esquerda para a direita, do 2º andar.</p>
<p>O bairro, ou pelo menos aquela rua e adjacências, já estava totalmente parado, com uma multidão olhando para o alto, quando algo se mexeu na janela.</p>
<p>- Olhem, olhem!</p>
<p>- Silêncio!</p>
<p>- É, silêncio!, senão vai espantar!</p>
<p>- Shsssss! (com o dedo em riste encostado na boca fazendo biquinho)</p>
<p>- Ooooooohhhh! &#8211; toda a multidão fez este “ooooooohhhh!” ao mesmo tempo.</p>
<p>Apareceu realmente uma mulher nua na janela. Ela viu aquela multidão olhando para ela e, sem entender nada, ficou ali olhando.</p>
<p>A mulher nua olhando a multidão, a multidão olhando a mulher nua&#8230;</p>
<p>- É, uma mulher nua&#8230;</p>
<p>- É&#8230;</p>
<p>- É mesmo&#8230;</p>
<p>Começaram a ir embora, um a um. O grupo foi se dispersando, cada qual para o seu canto, cada um seguindo o seu caminho, continuando a fazer o que estava fazendo há uma hora e meia atrás. A polícia se foi, os motoristas entraram em seus carros. A rua já estava vazia. A multidão se dispersou.</p>
<p>A mulher entrou. E se vestiu.</p>
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		<title>A Compra</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Surreais]]></category>
		<category><![CDATA[Surreal]]></category>

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		<description><![CDATA[As mulheres, lindas modelos, estavam em volta dos carros. Todos zero Qm, últimos lançamentos, chamando atenção. Elas estavam sorridentes, bem maquiadas, de bleiser vermelho, decote generoso na blusa, mini mini-saia preta com meia calça também preta e sapatos chiquérrimos de salto alto. Ele, quando viu a cena, gostou logo de cara. Andou em volta, olhou, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As mulheres, lindas modelos, estavam em volta dos carros. Todos zero Qm, últimos lançamentos, chamando atenção.</p>
<p>Elas estavam sorridentes, bem maquiadas, de bleiser vermelho, decote generoso na blusa, mini mini-saia preta com meia calça também preta e sapatos chiquérrimos de salto alto.<br />
Ele, quando viu a cena, gostou logo de cara. Andou em volta, olhou, olhou&#8230; viu as cores, as traseiras, as dianteiras, parece que viu por dentro e por fora. Então perguntou ao vendedor, de calça cinza, camisa verde escuro e gravata quadriculada de azul e vermelho (roupa típica de vendedor):</p>
<p>- Quanto é?<br />
- Qual delas?<br />
- Aquela morena ali&#8230;?<br />
- Ah, é um ótimo espécime, cabelos negros ondulados, olhos castanhos claros, pernas bem torneadas, uma ótima escolha senhor, veja só que sorriso (aquele papo de vendedor, sabem como é&#8230;), e o melhor: custa apenas isto, uma verdadeira pechincha!<br />
- É&#8230; acho que vou levar&#8230;<br />
- Ótima aquisição senhor! E ainda damos garantia!</p>
<p>O vendedor pôs um lacinho tipo de presente na cabeça da mulher, o comprador colocou-a na mala de seu carro e foi para casa, satisfeito com a nova compra.</p>
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		<title>Mãe Árvore</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiados]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[premiadas]]></category>
		<category><![CDATA[Prosas]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita.

É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois... hãm hãm... tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos...).

E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as mulheres...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita.</p>
<p>É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois&#8230; hãm hãm&#8230; tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos&#8230;).</p>
<p>E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as mulheres&#8230;</p>
<p>Divirtam-se&#8230;</p>
<p style="text-align: center"><strong>MÃE ÁRVORE</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Houve árvores inesquecíveis<br />
A vida passa, mas elas ficam<br />
Infelizmente algumas apenas na memória</p>
<p>Ah, as árvores&#8230;</p>
<p>O que seria de minha infância sem as árvores?<br />
A caramboleira do quintal da minha avó<br />
Que caramboleira!<br />
Grande, mas pequena<br />
Como uma pequena mulher fofinha<br />
Seus galhos finos a tornam esbelta quando vista por dentro,<br />
Onde cabiam todos os meus sonhos<br />
Lugares cativos meu e de meu irmão nos acolhiam<br />
Quantas carambolas eu comi<br />
Agora ela faz parte do meu corpo<br />
E de minhas lembranças&#8230;<br />
Minha infância já se foi,<br />
Mas ela está lá</p>
<p>Teve melhor destino que a goiabeira<br />
Que no meu quintal deu lugar à piscina<br />
Mas em minha memória ela ocupa<br />
Os principais arquivos de tempos idos<br />
Era minha casa dentro do quintal de minha  casa<br />
O meu universo quando minhas preocupações<br />
Eram apenas comer meu lanche longe da mesa e do chão<br />
Quantas proteínas ela me ofereceu<br />
Através dos bichinhos dos caroços brancos de seus frutos<br />
Hoje deito ao sol ao lado da piscina no vazio que ela deixou</p>
<p>Que saudade&#8230;</p>
<p>Saudade igual à que sinto pela minha “cabeluda”<br />
Ah, que frutinha gostosa<br />
Amarela como o sol<br />
Redonda como as bolas de gude<br />
Que eu tirava dos “triângulos”  de giz no cimento<br />
Seus galhos frágeis não me agüentavam<br />
Mas nada mais eu pedia<br />
Que suas frutinhas de grandes caroços doces<br />
Teve o mesmo destino que a goiabeira<br />
Eram duas irmãs&#8230;<br />
E hoje seu doce vive apenas na lembrança de meu paladar</p>
<p>Abacateiro que brincava de esconder<br />
E guardava seus frutos em cima do telhado</p>
<p>Jameleiro que era artista<br />
E pintava todo o chão com seu lindo violeta dos frutos</p>
<p>Todas vivem apenas na lembrança<br />
Apenas na lembrança&#8230;</p>
<p>Existem outras,<br />
Como o cajueiro da casa de praia<br />
Se fazia de difícil,<br />
Mas subíamos e pescávamos seus frutos nos mais altos galhos<br />
Este embora vivo também vive na lembrança<br />
Pois como um parente distante muito pouco o visito</p>
<p>Que saudade, árvore da frente da minha casa<br />
Lindas suas flores brancas, suas enormes folhas<br />
E seus frágeis galhos que se quebravam nos jogando ao chão<br />
E sua seiva, que pingava como lágrimas de leite</p>
<p>Leite que brotava como nos seios das mães<br />
Que vivem apenas na lembrança quente<br />
De quando as árvores nos pegavam no colo,<br />
Como mamãe também fazia.</p>
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