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	<title>Hebdomadário Cultural &#187; Escritos</title>
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	<description>Unindo minha cara de pau com serviço cultural</description>
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		<title>Felizes são os atores&#8230;</title>
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		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2008/03/27/felizes-sao-os-atores/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 13:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[_________________________________________________________________ Felizes são os atores Que podem tirar de si De dentro Do fundo Tudo o que lhes oprime Podem ser o mundo Chorar as dores de seu peito E dizer que é de outro Cuspir sua raiva E dizer que é de outro Podem ser tantos, tantos e tantos Sem serem tachados De loucos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>_________________________________________________________________</p>
<p>Felizes são os atores</p>
<p>Que podem tirar de si</p>
<p>De dentro</p>
<p>Do fundo</p>
<p>Tudo o que lhes oprime</p>
<p>Podem ser o mundo</p>
<p>Chorar as dores de seu peito</p>
<p>E dizer que é de outro</p>
<p>Cuspir sua raiva</p>
<p>E dizer que é de outro</p>
<p>Podem ser tantos, tantos e tantos</p>
<p>Sem serem tachados</p>
<p>De loucos</p>
<p>Podem ser loucos</p>
<p>E nunca o serão.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
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		<title>Por ser de cá</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2008/03/20/por-ser-de-ca/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2008/03/20/por-ser-de-ca/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 15:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; Por ser de cá, da cidade, sou como todos, e não sou como ninguém. Tenho medo de andar às ruas, mas ando. Detesto os programas de televisão, mas vejo. Acho um tormento ir à praia num domingo de sol no verão, mas vou. Todos os supérfluos estão pela hora da morte, sei que nunca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3></h3>
<p><font size="2">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</font></p>
<p><font size="2">Por ser de cá, da cidade, sou como todos, e não sou como ninguém.</font></p>
<p><font size="2">Tenho medo de andar às ruas, mas ando.</font></p>
<p><font size="2">Detesto os programas de televisão, mas vejo</font><font size="2">.</font></p>
<p><font size="2">Acho um tormento ir à praia num domingo de sol no verão, mas vou.</font></p>
<p><font size="2">Todos os supérfluos estão pela hora da morte, sei que nunca vou usá-los, mas compro.</font></p>
<p><font size="2">Odeio essas músicas fabricadas em série que estouram em todos os lugares, mas escuto.</font></p>
<p><font size="2">Sei que é difícil namorar sério, com essa cultura do “fica daqui, fico dali”, (além de muito caro), mas namoro.</font></p>
<p><font size="2">Não entendo bulhufas da arte moderna, mas visito.</font></p>
<p><font size="2">Levo surras no computador, mas uso.</font></p>
<p><font size="2">Tenho consciência do stress a que são acometidos os trabalhadores que saem e voltam todos os dias na hora do “rush” para ganhar um salário ridículo, mas trabalho.</font></p>
<p><font size="2">Pode não haver a marca de cerveja que gosto, estar quente e não ter cadeira para sentar, mas bebo.</font></p>
<p><font size="2">Doce engorda, mas como.</font></p>
<p><font size="2">Legumes e verduras são saudáveis, mas não como.</font></p>
<p><font size="2">As praias estão poluídas, mas caio.</font></p>
<p><font size="2">As roupas da moda são ridículas, mas uso.</font></p>
<p><font size="2">A vida no interior é uma beleza, calma, serena, natural, gostosa&#8230; mas por ser de cá, daqui não saio!</font></p>
<p><font size="2">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</font></p>
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		<title>Presente</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/12/01/presente-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 Dec 2007 23:27:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[O futuro é algo que chega A cada milionésio de segundo O passado também nasce A cada milionésio de segundo A fronteira entre os dois O presente É tão volátil Tênue E inconsistente&#8230; Que nem se se existe &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212; Na mesma linha: a) Passado, presente, futuro b) Passado, presente, futuro c) Frases e pensamentos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O futuro é algo que chega<br />
A cada milionésio de segundo<br />
O passado também nasce<br />
A cada milionésio de segundo<br />
A fronteira entre os dois<br />
O presente<br />
É tão volátil<br />
Tênue<br />
E inconsistente&#8230;<br />
Que nem se se existe</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Na mesma linha:</strong></p>
<p>a) <a target="_blank" href="http://bomentendedor.blogspot.com/2006/01/passado-presente-futuro.html">Passado, presente, futuro</a></p>
<p>b) <a target="_blank" href="http://esta-lua-declama-tb-poesia.blogspot.com/2007/06/passado-presente-e-futuro.html">Passado, presente, futuro</a></p>
<p>c) <a target="_blank" href="http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=7027&amp;com_id=16490&amp;com_rootid=16472&amp;">Frases e pensamentos</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Janelas</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/25/janelas/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/25/janelas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Nov 2007 18:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[Já viajei muito pelo meu país Muitas paisagens admirei Andei buscando o belo Mas nem sempre encontrei; Levo a máquina sempre à mão Para registrar tudo em fotos Mas as vezes não a uso Pois nem sempre de tudo gosto; As janelas dizem tudo São quadros da nossa realidade Elas nos mostram a vida em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Já viajei muito pelo meu país<br />
Muitas paisagens admirei<br />
Andei buscando o belo<br />
Mas nem sempre encontrei;</font></p>
<p><font size="2">Levo a máquina sempre à mão<br />
Para registrar tudo em fotos<br />
Mas as vezes não a uso<br />
Pois nem sempre de tudo gosto;</font></p>
<p><font size="2">As janelas dizem tudo<br />
São quadros da nossa realidade<br />
Elas nos mostram a vida em volta<br />
Revelando-nos a verdade;</font></p>
<p><font size="2">Já fiquei em cinco estrelas<br />
E da janela rei me senti<br />
Já fiquei em barraco no morro<br />
E fiquei triste com o que vi;</font></p>
<p><font size="2">Já fiquei em &#8220;apê&#8221; em frente ao mar<br />
E da janela via os barcos a velejar<br />
Já parei de carro perto de favela<br />
E crianças pediam trocados pela janela;</font><font size="2"> </font><font size="2">No nordeste vi a seca<br />
Muita gente a viajar<br />
Pessoas comendo calango<br />
E a terra a rachar;</p>
<p>Eu já fui ao Amazonas<br />
Vi um rio que é um mar<br />
Mas mesmo com tanto peixe<br />
A miséria estava lá;</p>
<p>Pode dar alegrias e às vezes embaraço<br />
Mas, igualdade? Quem já viu?<br />
Nas viagens que eu faço<br />
Das janelas vejo o Brasil.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>Dindin:</strong></p>
<p>a) Veja e compare os preços, no BuscaPé, dos <a target="_blank" href="http://compare.buscape.com.br/procura?id=2921&amp;raiz=2921&amp;kw=janelas">CDs com o tema Janelas</a>.</p>
<p>b) Veja e compare os preços, no BuscaPé, dos <a target="_blank" href="http://compare.buscape.com.br/proc_unico?id=3482&amp;raiz=3482&amp;kw=janelas">livros com o tema janelas</a>.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p><strong>Na mesma linha:</strong></p>
<p>a) <a target="_blank" href="http://chavedapoesia.blogspot.com/2007/10/janelas-sylvia-cohin-haja-chuva-ou.html#links">Janelas</a> &#8211; Sylvia Cohin</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p></font></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cativar</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/02/cativar/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/02/cativar/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Nov 2007 00:17:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[Cativas, mas Cativar Não é pôr Em cativeiro;      Cativas, mas      Cativar      Não se compra      Com dinheiro; Cativas, pois Cativar É um verbo Por inteiro;      Cativas, mas      Cativar      É devagar      E sorrateiro; Cativas, pois Cativar É reconhecer Pelo cheiro;      Cativas, pois      Cativar      É amor      Verdadeiro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cativas, mas<br />
Cativar<br />
Não é pôr<br />
Em cativeiro;<br />
     Cativas, mas<br />
     Cativar<br />
     Não se compra<br />
     Com dinheiro;<br />
Cativas, pois<br />
Cativar<br />
É um verbo<br />
Por inteiro;<br />
     Cativas, mas<br />
     Cativar<br />
     É devagar<br />
     E sorrateiro;<br />
Cativas, pois<br />
Cativar<br />
É reconhecer<br />
Pelo cheiro;<br />
     Cativas, pois<br />
     Cativar<br />
     É amor<br />
     Verdadeiro.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p><strong>Na mesma linha:</strong></p>
<p>a) <a target="_blank" href="http://chavedapoesia.blogspot.com/2007/10/cativando-sylvia-cohin-fernando-peixoto.html#links">Cativando </a>- Silvia Cohin e Fernando Peixoto</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Amor!</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/31/amor/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/31/amor/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2007 01:48:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eros]]></category>
		<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguma coisa despertou Em meu coração de gelo Algo que agora o esquentou E periga derretê-lo Que nome que isso tem? Amor? Quem poderá me responder? Só sei que agora sinto dor E sem isso não sei viver Faço desse sentimento Da minha vida o alimento Que me dá forças pra esperar O tão esperado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguma coisa despertou<br />
Em meu coração de gelo<br />
Algo que agora o esquentou<br />
E periga derretê-lo</p>
<p>Que nome que isso tem? Amor?<br />
Quem poderá me responder?<br />
Só sei que agora sinto dor<br />
E sem isso não sei viver</p>
<p>Faço desse sentimento<br />
Da minha vida o alimento<br />
Que me dá forças pra esperar</p>
<p>O tão esperado momento<br />
De acabar meu sofrimento<br />
Na hora que você voltar</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Na mesma linha: <a target="_blank" href="http://calidoscopiopoetico.blogspot.com/2007/08/odes-ao-amor.html">http://calidoscopiopoetico.blogspot.com/2007/08/odes-ao-amor.html</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O menino de rua</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/28/o-menino-de-rua/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/28/o-menino-de-rua/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 15:41:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contos]]></category>
		<category><![CDATA[Escritos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hebdomadario.com/2007/10/28/o-menino-de-rua/</guid>
		<description><![CDATA[Estavam voltando do restaurante, satisfeitos. Antes de chegarem ao carro avistaram a cena chocante, que deixou os dois aflitos. – &#8220;Olha Mário, coitado&#8230;&#8221; – disse a esposa. – &#8220;Oh&#8230;, você sabe que não consigo ver essas coisas Sandra!&#8221; – os olhos dele logo lacrimejaram. Ficaram por alguns instantes parados, observando aquele triste quadro urbano. – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estavam voltando do restaurante, satisfeitos. Antes de chegarem ao carro avistaram a cena chocante, que deixou os dois aflitos. – &#8220;Olha Mário, coitado&#8230;&#8221; – disse a esposa. – &#8220;Oh&#8230;, você sabe que não consigo ver essas coisas Sandra!&#8221; – os olhos dele logo lacrimejaram. Ficaram por alguns instantes parados, observando aquele triste quadro urbano.</p>
<p><span id="more-65"></span></p>
<p>– O que vamos fazer? – ela perguntou.</p>
<p>– Eu não sei&#8230; me sinto tão impotente. E isso está se tornando cada vez mais normal!! – demonstrou raiva pelo que via, mas deu sinais de seguir adiante, começando a dar tímidos passos na direção do carro. Ela abaixou a cabeça e o acompanhou. Ele pôs a mão no bolso buscando a chave. Ela segura seu braço, o olha nos olhos e diz:</p>
<p>– Mas temos que fazer algo, alguém tem que fazer! Não podemos deixar que isso se torne uma coisa normal!</p>
<p>– Talvez você tenha razão&#8230; – cambaleou o marido.</p>
<p>– Sim! Uma cena como esta é hoje tão corriqueira, que muitas das vezes desviamos nosso caminho, mudamos de calçada e seguimos em frente, como se nada estivesse acontecendo!!</p>
<p>– Mas somos tão pequenos&#8230; – argumentou.</p>
<p>– Mas podemos fazer algo. Se cada um fizer um pouco, podemos melhorar a situação destas criaturas.</p>
<p>– Ora Sandra, de que adiantaria? São tantos!</p>
<p>– Sim, são muitos, mas podemos fazer a diferença para alguns, se não nos deixarmos simplesmente seguir adiante virando o rosto ou fechando os olhos. E se cada um que tenha condições fizer o mesmo, se todos seguirem o mesmo caminho, em um esforço conjunto faremos a diferença!</p>
<p>– Talvez você tenha razão&#8230;</p>
<p>– Sim, Tenho! – anteviu nos olhos do marido a possibilidade de fazerem algo naquele momento.</p>
<p>– E então, o que podemos fazer, o que você sugere?</p>
<p>– Vamos adotá-lo! – falou a esposa, com um sorriso tímido nos lábios.</p>
<p>– Mas Sandra, já temos tantas coisas, tantos compromissos&#8230; e não é nossa obrigação, podemos ajudar de outras formas&#8230;</p>
<p>– Não é nossa obrigação, mas temos uma obrigação moral. Temos que fazer algo, Mário, veja a situação dele&#8230;</p>
<p>– Pode ser&#8230; – observou a cena com mais detalhes, o que o comoveu ainda mais.</p>
<p>– Vamos Mário&#8230; diz que sim, vai&#8230; – fez aquele rosto infalível de quando pede algo&#8230;</p>
<p>– Está certo! Vamos adotá-lo!!</p>
<p>Ela pulou de alegria, beijou-lhe o rosto e foi em direção ao garoto que dormia. Se abaixou e pegou o filhotinho de cachorro com todo o carinho.</p>
<p>– Ei, ele é meu! – disse o menino, acordando assustado, saindo de baixo dos jornais.</p>
<p>Ela o olha com incredulidade. – &#8220;Mas você está aí, todo sujo, com esses panos imundos, esses papelões velhos&#8230; como vai criá-lo?&#8221; – argumenta.</p>
<p>– Ele vive comigo, na rua&#8230; – responde o menino, incerto em suas palavras.</p>
<p>– Então! Nós poderemos dar a ele uma vida melhor – disse a esposa –, temos uma casa com quintal, piscina, outros animaizinhos para ele brincar, poderemos dar a melhor ração&#8230; o que você acha?</p>
<p>O garoto pensou por alguns instantes e perguntou: &#8220;Ele vai ser feliz?&#8221;</p>
<p>– Claro que vai! – responde ela.</p>
<p>– Então pode levar&#8230;</p>
<p>Ela foi em direção ao marido, feliz, beijando o cachorrinho, que abanava o rabo. O garoto voltou a dormir, enxugando a lágrima que escorria dos olhos.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Na mesma linha: <a target="_blank" href="http://poemasdeandreluis.blogspot.com/2007/11/os-olhos-do-mendigo.html">http://poemasdeandreluis.blogspot.com/2007/11/os-olhos-do-mendigo.html</a></p>
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		<title>Cuméquié?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 11:27:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[O casal parou em frente à loja de perfumes; uma vendedora estendeu o pé, e lhes entregou uma fita com o odor de um perfume. A mulher do casal olhou-a com a boca &#8211; aberta -, agradeceu pelo nariz e levou a fita ao ouvido para melhor sentir o cheiro. Ela disse que gostou, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O casal parou em frente à loja de perfumes; uma vendedora estendeu o pé, e lhes entregou uma fita com o odor de um perfume. A mulher do casal olhou-a com a boca &#8211; aberta -, agradeceu pelo nariz e levou a fita ao ouvido para melhor sentir o cheiro. Ela disse que gostou, mas não iria levar porque estava sem dinheiro. A vendedora, boa vendedora por sinal, insistiu e disse: &#8220;leve, faço questão, pode deixar que eu pago&#8221;. O casal entrou na loja, à espera de novos clientes, e a vendedora foi embora, feliz da vida, carregando o perfume que acabara de vender.</p>
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		<title>Sorvete</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Oct 2007 21:59:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não quero Sorvete, Quero só ver-te E depois sorver-te&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não quero Sorvete,<br />
Quero só ver-te<br />
E depois sorver-te&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O Concurso</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2007 20:41:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Escritos]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele leu sobre o concurso em um jornal. Estavam dando bastante destaque, começou a sair até na televisão. Foi pela pindaíba que estava passando que resolveu se inscrever. - Ô Zé, cê tá lôco??? &#8211; perguntou estupefato um amigo &#8211; se inscrever no concurso de bunda substituta num grupo de pagode??? - É a crise [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele leu sobre o concurso em um jornal. Estavam dando bastante destaque, começou a sair até na televisão. Foi pela pindaíba que estava passando que resolveu se inscrever.<br />
- Ô Zé, cê tá lôco??? &#8211; perguntou estupefato um amigo &#8211; se inscrever no concurso de bunda substituta num grupo de pagode???<br />
- É a crise né?, tenho que tentar de tudo &#8211; se limitou a dizer.<br />
Foi fazer a inscrição. A bunda (ops!), a moça que estava recebendo as fichas das candidatas quase teve um troço:<br />
- Sr. José&#8230; o senhor não pode se inscrever!<br />
- E porque não?<br />
- O concurso é para escolher a bunda mais bonita que dança mais gostoso para fazer parte do grupo!<br />
- Eu sei&#8230; mas, em primeiro lugar, considero que tenho uma bunda bonita e, depois, dançar eu já tenho prática: dancei no emprego, dancei na poupança, dancei no casamento&#8230; e o regulamento não diz que homens não podem se inscrever!<br />
- É mesmo&#8230;<br />
Conseguiu se inscrever.<br />
Ele tinha muitos pêlos nas pernas e bunda, é verdade, mas resolveu que não iria raspar, só clarear com água oxigenada &#8211; É para dar charme &#8211; disse. Difícil foi achar uma roupa que coubesse&#8230;<br />
No dia da primeira eliminatória surpreendentemente ele arrasou! Ficou entre as vinte finalistas, dançou e rebolou como nenhuma outra. Na finalíssima foi mais arrasante ainda. Não teve para ninguém! Só viram a bunda dele. Conquistou o primeiro lugar. Quebrou um paradigma e saiu do palco chorando.<br />
No dia seguinte, como era de se esperar, saíram fotos suas (do traseiro, diga-se) em todos os jornais e revistas do país. Ficou famoso. Manchetes: “O Homem da Bunda mais Bonita do Brasil!”, “O Sucessor!”, “A Bunda que venceu!”&#8230;<br />
Aí começaram os reveses. Começaram a falar mal dele, dizendo que era burro, que não havia mais nada na cabeça além da bunda, colocaram frases mentirosas em sua boca, coisas horrorosas que só a imprensa e o povo unidos jamais serão vencidos são capazes de fazer. Começaram muitas mulheres a fazerem propostas indecentes, maliciosas, oferecendo dinheiro para irem com ele para cama, ligações anônimas no meio da noite com mulheres falando barbaridades obscenas&#8230; Não teve mais sossego!<br />
Até que não agüentou. Não seguiu a carreira artística. Desistiu.<br />
Não queria ser conhecido como apenas mais uma bundinha bonita da Música Popular Brasileira.</p>
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