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	<title>Hebdomadário Cultural &#187; Crônicas</title>
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	<description>Unindo minha cara de pau com serviço cultural</description>
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		<title>Os perigos que passo</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Sep 2011 02:16:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Perigos]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta vida é realmente perigosa. Quando paro para pensar os perigos que já passei e que passo todos os dias, me tremo todo. Fico com medo até de sair de casa, de pôr os pés na rua.

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>OS PERIGOS QUE PASSO</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Esta vida é realmente perigosa. Quando paro para pensar os perigos que já passei e que passo todos os dias, me tremo todo. Fico com medo até de sair de casa, de pôr os pés na rua.<span id="more-363"></span></p>
<p>Imaginem vocês que eu saio de casa todos os dias. É quase um absurdo. Saio de casa todos os dias! Olha o risco que corro! Posso ser atropelado, assaltado, raptado, escarafunchado, picado por uma abelha, “etc&#8230;ado”. Posso até pisar num cocô!</p>
<p>Sempre que saio de casa atravesso ruas. E se eu me distrair, tropeçar ou qualquer coisa assim? E se eu escorregar? E se cair um monte de moedinhas no meio do trajeto de uma calçada a outra e eu, no ímpeto de catá-las, me agachar à frente de um ônibus ou caminhão em alta velocidade (como aliás, eles sempre andam)? Ou, e se neste mesmo trajeto, vier um ciclista descuidado na contramão e me acertar em cheio, como acertaram a minha vozinha de 74 anos há pouco tempo? (ela já está bem, obrigado!). <em>[Nota: crônica antiga. Minha vó já faleceu há anos].</em> E se um dos motoristas daltônicos (85 a 90% ao todo), que não enxergam direito quando um sinal está vermelho ou verde, furar um sinal vermelho e me atropelar? E se&#8230; UFA!&#8230; atravessar ruas não é nada fácil!</p>
<p>Agora pasmem: eu, quase sempre, pego ônibus! Eu pego ônibus!!! Só de imaginar, eu, em pé em uma parada de ônibus, com aquele solzão na cabeça, correndo o risco de tomar banho de água suja (porque, se você já pegou ônibus em sua vida, sabe que, tenha o sol que tiver, há uma poça d’água em frente à parada), respirando todos os gases tóxicos que os veículos jogam em cima da gente &#8211; o que pode resultar em um câncer de pulmão, entre outras doenças &#8211; já começo a tossir desenfreadamente&#8230; (pausa para tosse). E o risco que corro de tomar um tombo ao subir nos ônibus? Aliás, um enorme tombo. Porque volta e meia os motoristas  não  param  para você entrar, principalmente se você é homem, jovem e estiver sozinho na parada. Aí é fatal. Você tem que se agarrar com todas as forças na barra e se impulsionar para dentro do ônibus em movimento. Que risco! Foi numa dessas que quase levei um tombo espetacular, e, depois de quase me estatelar no asfalto o motorista, creio que ficou com a consciência pesada, parou para eu entrar.</p>
<p>Entrar nos ônibus já daria uma epopeia, mas lá dentro as coisas não melhoram. Corro o risco de ser assaltado (o que já o fui algumas vezes), e o risco de algum acidente, visto que os motoristas são “educadíssimos” e dirigem como se estivessem em uma máquina de vídeo-game (com raras exceções).</p>
<p>Falando na educação dos motoristas e trocadores, qualquer usuário deste tipo de transporte de massa sabe que corre o risco de ser maltratado, xingado, cuspido e agredido por estes trabalhadores &#8211; também com suas exceções e talvez devido ao stress a que são acometidos no trânsito.</p>
<p>Você pode dizer: “Ah, vá de táxi”, mas você já parou para pensar no perigo de se tomar um táxi? E se o taxista for um assaltante? E se for um barbeiro? E se ele leva seus passageiros para cantos escuros e os assalta? e se os&#8230; estupra?!?  ARGH!!!</p>
<p>Pensa que tudo pode ser resolvido se você tiver um carro? E todos os acidentes que acontecem todos os dias? E as dezenas, centenas de pessoas que ficam espremidas entre os destroços do que outrora fora seus carros? Eu passo por este risco acidental quase todos os dias.</p>
<p>Você já andou pelos loucos trânsitos das grandes cidades dentro de um fusquinha<em> [tá, essa crônica é antiga!]</em> com mais umas três ou quatro pessoas? Uau! É como uma lata de sardinha na despensa no meio de latas de leite em pó das grandes quando cai a prateleira. Com a diferença que não são sardinhas, são pessoas que estão na “lata”. Já está me dando um ataque de claustrofobia.</p>
<p>E por falar em claustrofobia, vocês não vão nem acreditar nos riscos  que  eu  corro  de  vez   em  quando,  quando  vou  a  um  edifício: primeiro:  eu pego elevador, com todos os riscos que isso pode acarretar, como ficar com a perna presa na porta, acabar a eletricidade e o elevador parar e eu morrer sufocado por falta de ar, ou até a queda do aparelho. Queda sim, porque elevador pode ser muito seguro, mas conheço umas histórias de quedas. Ainda acho que me arrisco muito. E quando estou lá em cima no prédio, o risco de incêndio? O risco de desabamento, o risco de atentado? Há casos e mais casos de todos estes casos. <em>[Escrito ANTES de 11/09/11]</em></p>
<p>Sei que a estas alturas você deve estar com um início de depressão e pavor de sair às ruas, mas falando em altura há um risco que toda pessoa que viaja grandes distâncias (como eu de vez em quando) é quase que obrigado a correr: o risco de estabacar lá de cima com avião e tudo. É como uma roleta russa. Você entra no avião e sabe-se lá de que jeito você vai descer. Que vai descer vai! Tenho certeza que você não vai à cabine do piloto para ver se há piloto ou se o piloto têm o brevê.</p>
<p>Depois alguém pergunta para você: “Fez boa viajem?” e você responde: “Claro!”. Você diz  “claro” porque sabe que só há dois tipos de viagens de avião: as boas (nas quais você desce vivo) e as ruins (nas quais você já imagina). E sempre tem algum engraçadinho lá em cima quando o avião está passando por uma grande turbulência e tremendo como liquidificador. Você todo nervoso e ele fazendo piadinhas:</p>
<p>__ Este avião é seu?</p>
<p>__ Não!</p>
<p>__ Você tem ações desta companhia?</p>
<p>__ Não!</p>
<p>__ Então está preocupado com o quê? Deixa esta merda cair!</p>
<p>__ Rá&#8230; rá&#8230; rá&#8230;</p>
<p>É, a vida não está fácil. Quanto mais máquinas inventam, mais perigo corro. Mas o meu grande medo, que, sinto dizer, todos vocês também correm,  é estar calmamente andando pela rua e cruzar com um&#8230;, com um&#8230;, político! &#8211; Cruz-Credo, isola na madeira, pé-de-pato, mangalô três vezes!!! &#8211; Melhor nem pensar nisso!</p>
<p>Com as suas raras exceções, é claro!</p>
<p style="text-align: left">
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		<title>As máquinas e o ser humano</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2011/08/19/as-maquinas-e-o-ser-humano/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 15:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Máquinas]]></category>
		<category><![CDATA[Ser humano]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>

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		<description><![CDATA[Antigamente o ser humano fazia tudo.

Ele produzia sua comida, suas roupas, seus abrigos. Até há pouco tempo era assim. Tínhamos que fazer todas as contas, arrumar centenas de gavetas e papeladas, fazer quase tudo manualmente.

Agora as coisas estão mudadas. As máquinas já fazem quase de tudo.

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center" align="center"><strong><span style="text-decoration: underline">AS MÁQUINAS E O HOMEM</span></strong></p>
<p align="center">
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Antigamente o ser humano fazia tudo.</p>
<p>Ele produzia sua comida, suas roupas, seus abrigos. Até há pouco tempo era assim. Tínhamos que fazer todas as contas, arrumar centenas de gavetas e papeladas, fazer quase tudo manualmente.</p>
<p>Agora as coisas estão mudadas. As máquinas já fazem quase de tudo.<span id="more-316"></span></p>
<p>Toneladas de papéis cheios de dados complicados são substituídas agora por um pedacinho da memória de um computador.</p>
<p>Cálculos dificílimos, que poderiam levar dias para serem resolvidos são agora feitos em questões de minutos ou segundos por um computador.</p>
<p>Trabalhos pesados ou enfadonhos, que consumiriam dezenas de trabalhadores são agora feitos por meia dúzia de máquinas.</p>
<p>Outros trabalhos super delicados, que precisariam de uma sutileza impossível ao homem, são realizados agora por máquinas simples.</p>
<p>Operações bancárias de milhares de clientes, para as quais necessitavam-se de muitos e muitos empregados, são feitas agora até de dentro de casa.</p>
<p>Mensagens ao outro lado do mundo, que eram tão complicadas e demoradas podem ser feitas agora em segundos.</p>
<p>Computadores, linhas de montagem, eletrodomésticos, medicina, odontologia, ciência, escritórios, transportes, comunicações, tudo, tudo, tudo ficou tão mais rápido, tão mais eficientes com as máquinas que quase não se precisa mais do trabalho humano.</p>
<p>Tudo ficou tão mais rápido, tão mais simples&#8230; mas, mesmo assim, temos cada vez tem menos tempo para viver.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Do outro lado; crônica de um rapaz todo esquerdo&#8230;</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2008/03/26/do-outro-lado-cronica-de-um-rapaz-todo-esquerdo/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Mar 2008 13:05:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre mim]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu Devia ser canhoto. Não sei como consigo escrever e fazer outras tantas coisas com minha mão direita (grande mão direita!!!).

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>DO OUTRO LADO; CRÔNICA DE UM RAPAZ TODO ESQUERDO&#8230;</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Eu Devia ser canhoto. Não sei como consigo escrever e fazer outras tantas coisas com minha mão direita (grande mão direita!!!).</p>
<p>Pode ser coincidência, ou pode ser até que eu fique procurando mais e mais coisas para corroborar a minha hipótese, mas o fato é que quase tudo o que acontece comigo, é no lado esquerdo. Digo quase tudo porque pode haver coisas que não me lembro.</p>
<p>Não sei nem por onde começar a lista.</p>
<p>Tenho um problema na vista. Um não, mas vários. Por exemplo, eu não tenho firmeza na vista, minha visão treme toda a não ser olhando para o lado direito. Claro que para o lado esquerdo treme. Já me falaram que foi “torcicolo de parto”. Já viu alguém ter “torcicolo de parto”? Acho que pensaram que eu era tampa de rosca! Além disso tenho astigmatismo nas duas vistas. É lógico que a vista esquerda é bem pior.</p>
<p>O único corte de que me lembro que tenha ficado uma cicatriz em meu corpo foi conseguido descascando cana. É no dedo indicador&#8230; da mão esquerda.</p>
<p>A minha canela esquerda é cheia de marcas. Por pura coincidência ou força do destino já a machuquei várias vezes. Teve uma vez até que deu uma infecção e ela ficou cheia de bolotas de pús; parecia uma obra de arte.</p>
<p>Lá pelos meus quinze anos estava chupando cana (de novo a cana) quando um dente incisivo superior se quebrou ao meio. O esquerdo. O mesmo que tempos antes havia me feito sofrer numa cadeira de dentista ao realizar um tratamento de canal.</p>
<p>A pouco tempo estava comendo pipoca, dei uma mordida em um milho mais duro. Joguei fora o “milho”. Senti algo estranho na boca. Quando olhei no espelho, havia quebrado um pedaço do molar inferior. Esquerdo.</p>
<p>O meu&#8230; você sabe o quê&#8230; é virado para a esquerda.</p>
<p>Na política eu sou de esquerda, graças a Deus.</p>
<p>Estou com alguma coisa me incomodando no joelho esquerdo. Sempre que vou me agachar ele estala, e quando fico muito tempo de pé ele incomoda.</p>
<p>A única coisa que quebrei em meu corpo em toda minha vida foi num campeonato de jiu-jitsu (sim, já fiz algum esporte!): o braço esquerdo.</p>
<p>Minhas orelhas são diferentes. Uma é mais para dentro que a outra. Mas na verdade não sei qual seria a forma “certa”, não veio manual.</p>
<p>É. Não me lembro de mais nada, mas só para constar: quando durmo com alguém na cama, eu prefiro ficar do lado esquerdo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>O que fazemos?</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2008/03/22/o-que-fazemos/</link>
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		<pubDate>Sat, 22 Mar 2008 13:12:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Um rapaz acabou de ser assassinado no estacionamento do shopping, dentro de seu carro, ao que tudo indica, numa tentativa de assalto.

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>O QUE FAZEMOS?</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Um rapaz acabou de ser assassinado no estacionamento do shopping, dentro de seu carro, ao que tudo indica, numa tentativa de assalto.</p>
<p>O meu medo é que isso esteja se tornando corriqueiro. As pessoas continuam sua vida como se nada tivesse acontecido. Entram nas lojas, olham as vitrines, continuam na praça de alimentação comendo e assistindo televisão. Entram e saem sorridentes. A vida continua sim, mas este fato não pode se tornar tão real e comum em nossa sociedade ao ponto de deixarmos passar como “mais um”.</p>
<p>Aonde ficam os questionamentos? Aonde ficam as reformas? O que fazemos para mudarmos este quadro? Não reagiremos aos assaltos; não passaremos mais por lugares perigosos; não andaremos desacompanhados; nos armaremos até os dentes? São essas as soluções que temos?</p>
<p>E quem assassinou o rapaz, que se fez dele? O que não fizemos em sua vida, antes disso, para que não fosse levado para esse caminho? E as milhares de outras pessoas que podem ir pelo mesmo? E as crianças que, daqui a algum tempo, senão agora, terão de optar pela vida bandida ou por um futuro digno?</p>
<p>Optar? Que opções damos a essas crianças? Quantas vagas nas escolas damos; que qualidade de ensino têm; que exemplos podem elas ter de nossa polícia, nossos políticos, empresários, de nós mesmos?</p>
<p>Opções?</p>
<p>O que fazemos pela família deste pobre rapaz assassinado? E o que fazemos para que não haja mais famílias de pobres rapazes e moças assassinados?</p>
<p>O que fazemos por nossas próprias famílias?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por ser de cá</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2008/03/20/por-ser-de-ca/</link>
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		<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 15:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Inspiração]]></category>

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		<description><![CDATA[Por ser de cá, da cidade, sou como todos, e não sou como ninguém.

Tenho medo de andar às ruas, mas ando.

Detesto os programas de televisão, mas vejo.

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>POR SER DE CÁ</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p style="text-align: right">[Baseado em <a href="http://letras.terra.com.br/dominguinhos/45558/" target="_blank">Lamento Sertanejo</a>]</p>
<p style="text-align: right">
<p>Por ser de cá, da cidade, sou como todos, e não sou como ninguém.</p>
<p>Tenho medo de andar às ruas, mas ando.</p>
<p>Detesto os programas de televisão, mas vejo.</p>
<p>Acho um tormento ir à praia num domingo de sol no verão, mas vou.</p>
<p>Todos os supérfluos estão pela hora da morte, sei que nunca vou usá-los, mas compro.</p>
<p>Odeio essas músicas fabricadas em série que estouram em todos os lugares, mas escuto.</p>
<p>Sei que é difícil namorar sério, com essa cultura do “fica daqui, fico dali”, (além de muito caro), mas namoro.</p>
<p>Não entendo bulhufas da arte moderna, mas visito.</p>
<p>Levo surras no computador, mas uso.</p>
<p>Tenho consciência do stress a que são acometidos os trabalhadores que saem e voltam todos os dias na hora do “rush” para ganhar um salário ridículo, mas trabalho.</p>
<p>Pode não haver a marca de cerveja que gosto, estar quente e não ter cadeira para sentar, mas bebo.</p>
<p>Doce engorda, mas como.</p>
<p>Legumes e verduras são saudáveis, mas não como.</p>
<p>As praias estão poluídas, mas caio.</p>
<p>As roupas da moda são ridículas, mas uso.</p>
<p>A vida no interior é uma beleza, calma, serena, natural, gostosa&#8230; mas por ser de cá, daqui não saio!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Não consigo ser feliz</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/12/01/nao-consigo-ser-feliz/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Dec 2007 00:03:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Sofrimento]]></category>
		<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Tristeza]]></category>

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		<description><![CDATA[Não consigo ser feliz nem estar em paz
E espero que você também não esteja conseguindo

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>NÃO CONSIGO SER FELIZ</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Não consigo ser feliz.<br />
Não consigo ser feliz nem estar em paz<br />
E espero que você também não esteja conseguindo<br />
Porque não é possível ser feliz neste mundo que fizemos<br />
Não é possível ser feliz e andar pelas calçadas<br />
Passando por cima de corpos deitados<br />
Seminus rotos maltratados sujos esquálidos<br />
São crianças jovens adultos velhos homens mulheres nadas&#8230;<br />
Não é possível ser feliz<br />
E ler o jornal, manchado de sangue, corrupção e maquiagem<br />
Não é possível ser feliz<br />
Sabendo o que se sabe<br />
Ouvindo o que se ouve<br />
Vendo o que se vê<br />
E o que os olhos não vêem, o coração deve sentir<br />
Não é possível ser feliz sabendo das guerras, massacres, covardias pelo mundo<br />
Sabendo que alguém, neste exato momento,<br />
Está se apropriando do dinheiro que salvaria e melhoraria muitas vidas<br />
Através da saúde, da educação, do transporte, da moradia, do trabalho<br />
Que hoje, por conta disso, muitos não têm<br />
Não é possível ser feliz<br />
Não sendo possível mudar tudo<br />
Estando algemado<br />
Preso a este mundo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Receita de bomba</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/22/receita-de-bomba/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 01:56:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Quarenta e sete alunos. Não sei se você tem idéia do que pode ser este número dentro de uma única sala de aula.Escola pública. Também não sei se você tem idéia do que pode acontecer se unirmos o item anterior a este.Falta de livros. Agora tente imaginar a junção deste novo probleminha àqueles de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Quarenta e sete alunos. Não sei se você tem idéia do que pode ser este número dentro de uma única sala de aula.</font><font size="2">Escola pública. Também não sei se você tem idéia do que pode acontecer se unirmos o item anterior a este.</font><font size="2">Falta de livros. Agora tente imaginar a junção deste novo probleminha àqueles de que já falamos.</p>
<p>Falta de carteiras. Una mais este ingrediente à receita que estamos ditando.</p>
<p>Escola sem segurança, onde pessoas pulam os muros para fazerem bagunça lá dentro. Adicione mais este fator e misture tudo.</p>
<p>Professores mal remunerados. Este ingrediente é como a cebola, me faz chorar.</p>
<p>Fica faltando o tempero, mas pode ser a gosto. Ponha tudo na panela do Município ou do Estado, como desejar, e misture com uma cara-de-pau, ôps!, desculpem, com uma colher-de-pau e deixe em fogo brando por anos e anos e anos. Vá mexendo devagar e veja o que acontece.</p>
<p>O resultado esperado é sempre o mesmo; se você não conseguir, saindo algo diferente, faça de novo. Com essa receita esperamos obter desemprego, pessoas mal capacitadas para o trabalho, violência, corruptos no governo, povo elegendo corruptos no governo por anos a fio, ignorância, miséria e outras coisinhas mais.</p>
<p>Não falha nunca.</p>
<p>Nós já conseguimos&#8230; com a habilidade de um &#8220;chef&#8221; francês.</p>
<p></font></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Porque os pobres são cada vez mais feios e os ricos cada vez mais bonitos</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 01:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>

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		<description><![CDATA[ Estudo da seleção sócio-natural na espécie humana  Feio e bonito, horroroso e lindo são conceitos relativos, isto é, não são absolutos (lógico). O que para mim é bonito, não será necessariamente para todas as outras pessoas. Alguém que eu ache feio você mesmo poderá achar bonito, lindo, sei lá; afinal &#8220;a beleza está nos olhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><font size="2"> <strong><u>Estudo da seleção sócio-natural na espécie humana</u></strong></font><font size="2"> </font></p>
<p><font size="2">Feio e bonito, horroroso e lindo são conceitos relativos, isto é, não são absolutos (lógico). O que para mim é bonito, não será necessariamente para todas as outras pessoas. Alguém que eu ache feio você mesmo poderá achar bonito, lindo, sei lá; afinal &#8220;a beleza está nos olhos de quem vê&#8221; e &#8220;quem ama o feio bonito lhe parece&#8221;.</font><font size="2"> </font><font size="2">Nós, seres humanos, utilizamos também outros critérios para caracterizar nossos semelhantes, como a inteligência, o charme, a elegância, a simpatia, o nível social, entre outros. Nós damos maior ou menor valor a essas características, de acordo com nossos próprios valores, sendo essas virtudes pessoais realmente importantes.</font></p>
<p><font size="2"><span id="more-85"></span>Porém, aqui usaremos apenas duas variáveis: a beleza e o nível social, que são as duas realmente relevantes neste estudo. Devemos apenas ter em mente que há exceções, ou seja, uma pessoa que alguém (que pode ser eu, ou você mesmo) ache bonita, pode passar a não ser interessante se for sem graça, burra, brega, antipática e por aí vai. Mas, dentro do fator &#8220;tempo&#8221;, estas variantes se anulam.</font><font size="2"> </font><font size="2">Vamos considerar que beleza é a faculdade de uma pessoa atrair outras pelo aspecto físico. Já dissemos que beleza é um conceito relativo, porém, sem o julgamento pessoal e as exceções, você há de convir que há pessoas bonitas e pessoas feias. Há aquelas pessoas que, independente de etnia ou nível social, são consideradas bonitas por todos. E há aquelas que, infelizmente temos que dizê-lo, são consideradas feias por todos. E temos também o meio termo, as que uma parte das pessoas acha bonita e outra parte acha feia; as chamadas &#8220;mais ou menos&#8221;.</font><font size="2">Considerando essas três categorias de pessoas, podemos fazer uma análise do que está acontecendo na raça humana, em função do nível social, através das gerações. Quanto ao nível social, vamos considerar apenas dois: uma &#8220;Classe Pobre&#8221; e uma &#8220;Classe Rica&#8221;, que tem boas condições financeiras, envolvendo a média e a rica, pois os efeitos da seleção sócio-natural nestas duas é quase igual, sendo apenas um pouco menos notada na classe média. Podemos desconsiderar porém, esta pequena diferença, porque no fim os resultados são os mesmos.</font><font size="2">Podemos dizer, então, que a cada geração os ricos ficam mais bonitos e os pobres ficam mais feios (no conceito geral apresentado aqui). Polêmico? Vejamos.</font><font size="2">É um resultado lógico da desigualdade. Para começar: quem tem dinheiro se alimenta melhor, nutre-se das vitaminas e proteínas necessárias ao corpo e à mente e fica mais vistoso, mais rechonchudo, com uma aparência melhor e mais saudável. Uma pessoa que tem dinheiro pode ainda pagar um bom tratamento dentário, um bom cabeleireiro, um bom médico, fazer regimes especiais e outras coisas que a deixarão com uma boa aparência.</p>
<p>Não se trata de Lamarkismo, mas como dissemos, de seleção sócio-natural. O &#8220;sócio&#8221; muda tudo. Estes aspectos se mostram determinantes na dinâmica reprodutiva humana através das gerações.</p>
<p>Vamos trabalhar com situações envolvendo algumas pessoas e os resultados, sem levar em conta o sexo (pois é irrelevante), apenas quando citarmos.</p>
<p>Consideremos uma pessoa que seja da Classe Rica, conforme explicitamos. E vamos considerar também que esta pessoa seja bonita, dentro dos parâmetros apresentados. Temos aí a primeira variável: Bonita-Rica. Lembre-se, não estamos considerando o jeito dela ser (simpática, brega, esnobe&#8230;), isto agora não importa. Esta pessoa já é bonita e ainda pode se tratar bem. Pode comer, fazer exercícios, entrar em academias, usar cremes, ir ao cabeleireiro, médicos, dentistas, etc. Vai ficar ainda mais bonito, ou bonita. Pode também se vestir bem e, é claro, as roupas influenciam.</p>
<p>O fato dela poder ficar mais bonita se tratando bem não será passado aos seu descendentes, mas esta pessoa tem grandes possibilidades de ter filhos bonitos, porque tem grandes possibilidades de encontrar parceiros bonitos. Por quê? Porque ela certamente vai atrair pessoas também bonitas e pode &#8220;dispensar&#8221; as feias. E como seu núcleo de amizades será de pessoas que também têm dinheiro, o mais provável é que este parceiro também seja rico.</p>
<p>Não estamos considerando aqui as exceções – como dissemos, através do tempo as exceções não influenciam o resultado. Além disso, na maioria esmagadora das vezes não acontece de esta pessoa ter filhos com pessoas feias ou pobres, sendo este dado desprezível em termos de evolução.</p>
<p>Então, esta pessoa, neste casal, (Bonita-Rica &amp; Bonita-Rica) terá grandes chances de ter descendentes tão ou até mais bonitos. E nas exceções, se quiserem considerar, o mais provável se o seu parceiro for pobre, é que seja um pobre bonito (Bonito-Rico # Bonito-Pobre), ficando então para último lugar, para as exceções, em possibilidades irrisórias, um parceiro Feio-Pobre.</p>
<p>Vamos considerar agora uma pessoa também rica, mas feia – uma Feia-Rica. Não precisa ser nem do tipo &#8220;mais ou menos&#8221; que falamos no início; pode ser até das mais feias. Daquelas que seja consenso em sua feiúra. Essa pessoa, embora feia, pode atrair parceiros mais bonitos que ela. Por quê? Porque tem dinheiro! É chato, é horrível, mas isso conta na nossa sociedade.</p>
<p>O fato é que esta pessoa poderá comer bem, tendo uma boa aparência; poderá se vestir bem, influenciando no julgamento exterior das pessoas. Poderá freqüentar academias que, junto com uma boa alimentação, o deixará com um corpo mais bonito, forte, mais vistoso, chamando mais atenção e assim, &#8220;menos feio&#8221;. No caso das mulheres poderá ser usado o recurso da maquiagem. Sabemos que a maquiagem pode fazer milagres. Ela ficará &#8220;menos feia&#8221;. Ambos os sexos poderão usar ainda um outro recurso que é a plástica – e esse tipo de &#8220;embelezamento&#8221; está definitivamente fora do alcance de pessoas sem renda. Ficando &#8220;menos feios&#8221; por meio de todos estes recursos, aumentam consideravelmente as chances de encontrarem parceiros mais bonitos. Não importa a situação financeira de seu parceiro, mas o fato é que seus descendentes serão mais bonitos, porque terão uma parte da carga genética de seu parceiro, que neste caso, é bonito (Feio-Rico &amp; Bonito-Rico ou Feio-Rico &amp; Bonito-Pobre). É importante frisar que a primeira alternativa aqui também é a mais provável, pelo seu círculo de amizades. Portanto, as pessoas que tem uma boa situação financeira, independente do sexo, tem grandes chances de gerarem descendentes mais bonitos que os próprios &#8211; no sentido geral e estético – através das gerações.</p>
<p>Vamos analisar agora o outro lado, o das pessoas pobres. Essa pessoa, em termos gerais, não se alimenta direito, tem maiores chances de sempre se preocupar com a sobrevivência, não dorme direito, não se exercita em academias, não tem chances de cons estudos, enfim, não pode cuidar direito nem do corpo nem da mente. No caso de ser mulher não tem todos os bons recursos de maquiagem, cabeleireiro, essas coisas e, embora possa ser vaidosa, pela própria preocupação em sobreviver, acaba não podendo investir demais com a aparência.</p>
<p>Se trabalha, em sua maioria é um trabalho que exige horas e horas de viagens fatigantes em ônibus ou outros transportes superlotados, além de serem trabalhos cansativos, que exigem força braçal. Ou seja, levam uma vida extremamente dura, o que não leva a uma boa aparência. Consideremos primeiramente o Feio-Pobre. Com tudo o que dissemos depreende-se que não pode &#8220;melhorar&#8221; a sua aparência. Junte aisso o seu círculo de convivência também de pobres e teremos um resultado em que dificilmente esta pessoa irá ter filhos com pessoas ricas; e também dificilmente, com pessoas bonitas.</p>
<p>Há, então, uma enorme probabilidade de obterem descendentes com pessoas feias e pobres (Feio-Pobre &amp; Feio-Pobre). Seus filhos serão então tão feios, ou até mais feios, dependendo de seu parceiro, dando continuidade ao seu padrão de feiúra.</p>
<p>As situações que já descrevemos são praticamente estáveis, com poucas exceções. Talvez então, a situação mais polêmica seja a do Pobre-Bonito. Não podemos dizer que uma pessoa pobre não seja vaidosa ou que não possa ter cuidado com seu corpo e sua aparência, mas, como vimos, com certeza não tem as mesmas chances e recursos que as pessoas ricas. Desta forma, ela não terá condições de mostrar toda a sua beleza, ou de realçá-la, sendo, mesmo assim, uma pessoa bonita.</p>
<p>Ela conviverá com pessoas da mesma condição social e por ser bonita, poderá ter maiores chances de atrair pessoas também bonitas. Seus descendentes serão então, tão ou mais bonitos do que ela. Considerando seu círculo de convivência, seu parceiro terá grandes chances de ser também pobre. Porém, uma pessoa Pobre-Bonita, em comparação com o Pobre-Feio, tem maiores chances de casar com uma pessoa rica, pois sendo bonita, irá chamar mais atenção. Casando-se com uma pessoa rica, ela passa automaticamente a ser Rica-Bonita. O seu parceiro rico pode ser feio ou bonito. Se for feio, a pessoa ex-pobre irá &#8220;ajudar&#8221; a melhorar a aparência dos descendentes de seu parceiro. Se seu parceiro for bonito, sua classe continuará a gerar descendentes bonitos.</p>
<p>Todos os exemplos apresentados têm as suas exceções, mas como dito, estas não têm efeitos através das gerações. Somando-se todos os fatores analisados podemos concluir que a classe rica, de geração à geração, está ficando cada vez mais bonita, e a classe pobre cada vez mais feia.</p>
<p>Mesmo que você não goste do que acabo de dizer, sinto muito, há de concordar.</p>
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<p><strong>Na mesma linha:</strong></p>
<p>a) <a target="_blank" href="http://blog.estadao.com.br/blog/josemarcio/?title=title_181&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">O risco da disputa de classes</a></p>
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<p></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como conquistar uma mulher</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/18/como-conquistar-uma-mulher/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2007 21:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre! Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina&#8230; Basta que você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre!</p>
<p>Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina&#8230;<br />
<span id="more-48"></span><br />
Basta que você seja bonito como o Rodrigo Santoro (ou Brad Pitt, se preferir&#8230;), engraçado como Os Normais, de alma poética como Cyrano de Bergerac, bom amante como Don Juan, rico como o sultão de Brunei, que você lhe faça todos os desejos como o Sr. Bovary, que lhe conquiste todos os dias como se fosse a primeira vez, que faça amor bem carinhoso quando ela assim o desejar e faça sexo selvagem quando ela assim o quiser – e que o saiba sem perguntar!, que a compre flores todos os dias, adore a sogra, se dê bem com o sogro, com os cunhados e que nunca, absolutamente nunca dê razão à sua própria mãe em detrimento dela, que a acompanhe no chópin feliz da vida e sorrindo, que a deixe escolher suas roupas (as suas e as dela), que você saiba cozinhar – e cozinhe! – e que lave a louça (pois elas detestam), que estenda as roupas para secar, que saiba instintivamente que o mau humor repentino é da TPM e que a entenda e conforte (ficando calado, seu verme!!!), que a deixe vendo TV à noite quando você tem que dormir cedo pra acordar super cedo e a desligue 10 minutos depois, quando ela já dormiu, que você pague todas as contas, que a leve para jantar no restaurante mais chique em um dia e a leve para um cachorro-quente no outro, que a leve para dançar tecno em um dia, para dançar forró no outro e valsa no outro, que a leve para ver o pôr do sol em um dia, à praia no outro e à montanha no outro – e as vezes tudo isso no mesmo dia! –, que mude o rumo do mundo por causa dela como o super-homem, que diga sempre sim, que finja (sem ela saber) aprender tudo com ela, que você ame as sandálias e as bolsas tanto quanto ela e ache natural comprar mais algumas porque “está precisando e não tem nenhuma” &#8211; embora haja um armário cheio delas, que você nunca, absolutamente nunca responda com sinceridade negativa à perguntas como “você acha que engordei?” ou “esta roupa está boa?”, que você sempre, absolutamente sempre repare quando ela for ao cabeleireiro e der aquele cortezinho de cabelo que faz toda a diferença, além das unhas das mãos e – principalmente – as dos pés, que você a espere se arrumar pacientemente, sorrindo, esperando-a dizer pelo menos cinco vezes “tô pronta” e, sabendo que ela não está, nunca dizer “então vamos”, que nunca ria de uma cena de filme ou novela em que ela esteja chorando, que converse sempre com ela, animadamente e ouvindo-a atentamente, mesmo você estando extremamente cansado, de mau humor ou com dor de cabeça, e que lembre dos mínimos detalhes da conversa no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte, no ano seguinte e sempre que ela perguntar “você lembra&#8230;?”, que jamais, absolutamente jamais esqueça de datas como o primeiro dia que se viram, a primeira vez que se beijaram, o primeiro cinema, o primeiro restaurante, a primeira vez, o início do namoro, do noivado, do casamento, do aniversário, do dia internacional das mulheres, do dia das mães (se ela ainda não é, por causa da mãe dela, não da sua!)&#8230;</p>
<p>Viu como é fácil? A mim só falta a parte do sultão de Brunei&#8230;</p>
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		<title>Dias de carnaval</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:31:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Confesso não gostar de carnaval&#8230; Tá bom tá bom, esquecer de tudo, tradição, divertimento, blá blá bla&#8230; Mas não consigo me acostumar com esta catarse coletiva e a total complacência com a quebra das normas &#8211; muitas das quais gostaria de quebrar pra sempre! &#8211; só porque é carnaval. Depois volta tudo ao normal e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Confesso não gostar de carnaval&#8230; Tá bom tá bom, esquecer de tudo, tradição, divertimento, blá blá bla&#8230; Mas não consigo me acostumar com esta catarse coletiva e a total complacência com a quebra das normas &#8211; muitas das quais gostaria de quebrar pra sempre! &#8211; só porque é carnaval.</p>
<p>Depois volta tudo ao normal e ninguém mais pode quebrar as regras. Tem que ser normal!!! Pois não é mais carnaval&#8230;</p>
<p>Vamos quebrar as regras sempre! Nos divertir sempre!! Ser sempre felizes!!! Os loucos que somos no carnaval sempre!!!!</p>
<p>E pra isso não precisamos explorar corpos de mulheres nuas, mostrar bundas e peitos na televisão, publicar revistar com &#8220;tudo aquilo que a televisão não mostra&#8221;, montar camarotes milionários na festa &#8220;do povo&#8221;, substituir o morador que trabalha o ano inteiro pela famosa da tevê, receber patrocínios para &#8220;homenagear&#8221; quem nos paga e esquecer quem devia ser homenageado, colocar confetes e serpentinas em todas as imagens da publicidade, beber despropositadamente todos os dias, entre outras peculiaridades.</p>
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