Textos para a Categoria ‘Crônicas’

Os perigos que passo

Por Declev Dib-Ferreira em 04/09/2011

OS PERIGOS QUE PASSO

Declev Reynier

Esta vida é realmente perigosa. Quando paro para pensar os perigos que já passei e que passo todos os dias, me tremo todo. Fico com medo até de sair de casa, de pôr os pés na rua.
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As máquinas e o ser humano

Por Declev Dib-Ferreira em 19/08/2011

AS MÁQUINAS E O HOMEM

Declev Reynier

Antigamente o ser humano fazia tudo.

Ele produzia sua comida, suas roupas, seus abrigos. Até há pouco tempo era assim. Tínhamos que fazer todas as contas, arrumar centenas de gavetas e papeladas, fazer quase tudo manualmente.

Agora as coisas estão mudadas. As máquinas já fazem quase de tudo.
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Do outro lado; crônica de um rapaz todo esquerdo…

Por Declev Dib-Ferreira em 26/03/2008

DO OUTRO LADO; CRÔNICA DE UM RAPAZ TODO ESQUERDO…

Declev Reynier

Eu Devia ser canhoto. Não sei como consigo escrever e fazer outras tantas coisas com minha mão direita (grande mão direita!!!).

Pode ser coincidência, ou pode ser até que eu fique procurando mais e mais coisas para corroborar a minha hipótese, mas o fato é que quase tudo o que acontece comigo, é no lado esquerdo. Digo quase tudo porque pode haver coisas que não me lembro.

Não sei nem por onde começar a lista.

Tenho um problema na vista. Um não, mas vários. Por exemplo, eu não tenho firmeza na vista, minha visão treme toda a não ser olhando para o lado direito. Claro que para o lado esquerdo treme. Já me falaram que foi “torcicolo de parto”. Já viu alguém ter “torcicolo de parto”? Acho que pensaram que eu era tampa de rosca! Além disso tenho astigmatismo nas duas vistas. É lógico que a vista esquerda é bem pior.

O único corte de que me lembro que tenha ficado uma cicatriz em meu corpo foi conseguido descascando cana. É no dedo indicador… da mão esquerda.

A minha canela esquerda é cheia de marcas. Por pura coincidência ou força do destino já a machuquei várias vezes. Teve uma vez até que deu uma infecção e ela ficou cheia de bolotas de pús; parecia uma obra de arte.

Lá pelos meus quinze anos estava chupando cana (de novo a cana) quando um dente incisivo superior se quebrou ao meio. O esquerdo. O mesmo que tempos antes havia me feito sofrer numa cadeira de dentista ao realizar um tratamento de canal.

A pouco tempo estava comendo pipoca, dei uma mordida em um milho mais duro. Joguei fora o “milho”. Senti algo estranho na boca. Quando olhei no espelho, havia quebrado um pedaço do molar inferior. Esquerdo.

O meu… você sabe o quê… é virado para a esquerda.

Na política eu sou de esquerda, graças a Deus.

Estou com alguma coisa me incomodando no joelho esquerdo. Sempre que vou me agachar ele estala, e quando fico muito tempo de pé ele incomoda.

A única coisa que quebrei em meu corpo em toda minha vida foi num campeonato de jiu-jitsu (sim, já fiz algum esporte!): o braço esquerdo.

Minhas orelhas são diferentes. Uma é mais para dentro que a outra. Mas na verdade não sei qual seria a forma “certa”, não veio manual.

É. Não me lembro de mais nada, mas só para constar: quando durmo com alguém na cama, eu prefiro ficar do lado esquerdo.

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O que fazemos?

Por Declev Dib-Ferreira em 22/03/2008

O QUE FAZEMOS?

Declev Reynier

Um rapaz acabou de ser assassinado no estacionamento do shopping, dentro de seu carro, ao que tudo indica, numa tentativa de assalto.

O meu medo é que isso esteja se tornando corriqueiro. As pessoas continuam sua vida como se nada tivesse acontecido. Entram nas lojas, olham as vitrines, continuam na praça de alimentação comendo e assistindo televisão. Entram e saem sorridentes. A vida continua sim, mas este fato não pode se tornar tão real e comum em nossa sociedade ao ponto de deixarmos passar como “mais um”.

Aonde ficam os questionamentos? Aonde ficam as reformas? O que fazemos para mudarmos este quadro? Não reagiremos aos assaltos; não passaremos mais por lugares perigosos; não andaremos desacompanhados; nos armaremos até os dentes? São essas as soluções que temos?

E quem assassinou o rapaz, que se fez dele? O que não fizemos em sua vida, antes disso, para que não fosse levado para esse caminho? E as milhares de outras pessoas que podem ir pelo mesmo? E as crianças que, daqui a algum tempo, senão agora, terão de optar pela vida bandida ou por um futuro digno?

Optar? Que opções damos a essas crianças? Quantas vagas nas escolas damos; que qualidade de ensino têm; que exemplos podem elas ter de nossa polícia, nossos políticos, empresários, de nós mesmos?

Opções?

O que fazemos pela família deste pobre rapaz assassinado? E o que fazemos para que não haja mais famílias de pobres rapazes e moças assassinados?

O que fazemos por nossas próprias famílias?

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Por ser de cá

Por Declev Dib-Ferreira em 20/03/2008

POR SER DE CÁ

Declev Reynier

[Baseado em Lamento Sertanejo]

Por ser de cá, da cidade, sou como todos, e não sou como ninguém.

Tenho medo de andar às ruas, mas ando.

Detesto os programas de televisão, mas vejo.

Acho um tormento ir à praia num domingo de sol no verão, mas vou.

Todos os supérfluos estão pela hora da morte, sei que nunca vou usá-los, mas compro.

Odeio essas músicas fabricadas em série que estouram em todos os lugares, mas escuto.

Sei que é difícil namorar sério, com essa cultura do “fica daqui, fico dali”, (além de muito caro), mas namoro.

Não entendo bulhufas da arte moderna, mas visito.

Levo surras no computador, mas uso.

Tenho consciência do stress a que são acometidos os trabalhadores que saem e voltam todos os dias na hora do “rush” para ganhar um salário ridículo, mas trabalho.

Pode não haver a marca de cerveja que gosto, estar quente e não ter cadeira para sentar, mas bebo.

Doce engorda, mas como.

Legumes e verduras são saudáveis, mas não como.

As praias estão poluídas, mas caio.

As roupas da moda são ridículas, mas uso.

A vida no interior é uma beleza, calma, serena, natural, gostosa… mas por ser de cá, daqui não saio!

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Não consigo ser feliz

Por Declev Dib-Ferreira em 01/12/2007

NÃO CONSIGO SER FELIZ

Declev Reynier

Não consigo ser feliz.
Não consigo ser feliz nem estar em paz
E espero que você também não esteja conseguindo
Porque não é possível ser feliz neste mundo que fizemos
Não é possível ser feliz e andar pelas calçadas
Passando por cima de corpos deitados
Seminus rotos maltratados sujos esquálidos
São crianças jovens adultos velhos homens mulheres nadas…
Não é possível ser feliz
E ler o jornal, manchado de sangue, corrupção e maquiagem
Não é possível ser feliz
Sabendo o que se sabe
Ouvindo o que se ouve
Vendo o que se vê
E o que os olhos não vêem, o coração deve sentir
Não é possível ser feliz sabendo das guerras, massacres, covardias pelo mundo
Sabendo que alguém, neste exato momento,
Está se apropriando do dinheiro que salvaria e melhoraria muitas vidas
Através da saúde, da educação, do transporte, da moradia, do trabalho
Que hoje, por conta disso, muitos não têm
Não é possível ser feliz
Não sendo possível mudar tudo
Estando algemado
Preso a este mundo.

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Receita de bomba

Por Declev Dib-Ferreira em 22/11/2007

Quarenta e sete alunos. Não sei se você tem idéia do que pode ser este número dentro de uma única sala de aula.Escola pública. Também não sei se você tem idéia do que pode acontecer se unirmos o item anterior a este.Falta de livros. Agora tente imaginar a junção deste novo probleminha àqueles de que já falamos.

Falta de carteiras. Una mais este ingrediente à receita que estamos ditando.

Escola sem segurança, onde pessoas pulam os muros para fazerem bagunça lá dentro. Adicione mais este fator e misture tudo.

Professores mal remunerados. Este ingrediente é como a cebola, me faz chorar.

Fica faltando o tempero, mas pode ser a gosto. Ponha tudo na panela do Município ou do Estado, como desejar, e misture com uma cara-de-pau, ôps!, desculpem, com uma colher-de-pau e deixe em fogo brando por anos e anos e anos. Vá mexendo devagar e veja o que acontece.

O resultado esperado é sempre o mesmo; se você não conseguir, saindo algo diferente, faça de novo. Com essa receita esperamos obter desemprego, pessoas mal capacitadas para o trabalho, violência, corruptos no governo, povo elegendo corruptos no governo por anos a fio, ignorância, miséria e outras coisinhas mais.

Não falha nunca.

Nós já conseguimos… com a habilidade de um “chef” francês.

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Porque os pobres são cada vez mais feios e os ricos cada vez mais bonitos

Por Declev Dib-Ferreira em 18/11/2007

 Estudo da seleção sócio-natural na espécie humana 

Feio e bonito, horroroso e lindo são conceitos relativos, isto é, não são absolutos (lógico). O que para mim é bonito, não será necessariamente para todas as outras pessoas. Alguém que eu ache feio você mesmo poderá achar bonito, lindo, sei lá; afinal “a beleza está nos olhos de quem vê” e “quem ama o feio bonito lhe parece”. Nós, seres humanos, utilizamos também outros critérios para caracterizar nossos semelhantes, como a inteligência, o charme, a elegância, a simpatia, o nível social, entre outros. Nós damos maior ou menor valor a essas características, de acordo com nossos próprios valores, sendo essas virtudes pessoais realmente importantes.


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Como conquistar uma mulher

Por Declev Dib-Ferreira em 18/10/2007

Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre!

Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina…

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Dias de carnaval

Por Declev Dib-Ferreira em 16/10/2007

Confesso não gostar de carnaval… Tá bom tá bom, esquecer de tudo, tradição, divertimento, blá blá bla… Mas não consigo me acostumar com esta catarse coletiva e a total complacência com a quebra das normas – muitas das quais gostaria de quebrar pra sempre! – só porque é carnaval.

Depois volta tudo ao normal e ninguém mais pode quebrar as regras. Tem que ser normal!!! Pois não é mais carnaval…

Vamos quebrar as regras sempre! Nos divertir sempre!! Ser sempre felizes!!! Os loucos que somos no carnaval sempre!!!!

E pra isso não precisamos explorar corpos de mulheres nuas, mostrar bundas e peitos na televisão, publicar revistar com “tudo aquilo que a televisão não mostra”, montar camarotes milionários na festa “do povo”, substituir o morador que trabalha o ano inteiro pela famosa da tevê, receber patrocínios para “homenagear” quem nos paga e esquecer quem devia ser homenageado, colocar confetes e serpentinas em todas as imagens da publicidade, beber despropositadamente todos os dias, entre outras peculiaridades.

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