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	<title>Hebdomadário Cultural &#187; Ambientais</title>
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	<description>Unindo minha cara de pau com serviço cultural</description>
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		<title>Lições em contradições</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2009/04/11/licoes-em-contradicoes/</link>
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		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 23:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias autorais]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[A harmonia Desarmônica Da natureza Se mostra a mim Uns competem e Competem a outros Não competir Uns colaboram Com o fim Que é o começo De outro Outros se prendem A tantos Que, enfim, Se tornam Soltos Aquele que vai Nem sempre é O que retorna O que torna a ir Por vezes Quer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A harmonia<br />
Desarmônica<br />
Da natureza<br />
Se mostra a mim</p>
<p>Uns competem e<br />
Competem a outros<br />
Não competir</p>
<p>Uns colaboram<br />
Com o fim<br />
Que é o começo<br />
De outro</p>
<p>Outros se prendem<br />
A tantos<br />
Que, enfim,<br />
Se tornam<br />
Soltos</p>
<p>Aquele que vai<br />
Nem sempre é<br />
O que retorna</p>
<p>O que torna a ir<br />
Por vezes<br />
Quer ficar</p>
<p>Alimentar-se<br />
Torna-se<br />
O fim</p>
<p>Reproduzir-se<br />
Torna ao<br />
Começo</p>
<p>A vida é o meio<br />
E o meio<br />
De manter-se vivo</p>
<p>É o fim<br />
E o começo</p>
<p>De um e<br />
De outro</p>
]]></content:encoded>
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		<title>São Francisco</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 20:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa foi feita numa viagem pra Goiás, quando passamos pela Serra da Canastra, em Minas - ambiente de cerrado - e bebemos água da nascente do São Francisco. Em homengem à Edu e Carol: Árvore retorcida Pela dor do fogo Não se deixa abater Nasce de novo      No chão carvão      Da última queimada      Brotam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2" face="Arial">Essa foi feita numa viagem pra Goiás, quando passamos pela Serra da Canastra, em Minas - ambiente de cerrado - e bebemos água da nascente do São Francisco. Em homengem à <a target="_blank" href="http://www.fotolog.com/edubenhar">Edu </a>e Carol:</font></p>
<p><font face="Arial"><em><strong>Árvore retorcida<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Pela dor do fogo<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Não se deixa abater<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Nasce de novo<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>     No chão carvão<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>     Da última queimada<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>     Brotam folhas<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>     Verdes de esperança<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Cobrindo o chão<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Barro cor de brasa<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Tons de verdes matos<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Ao vento, uma dança<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>     Pingos de cores<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>     Enfeitam a visão<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>     De flores e amores<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>     Como um céu no chão<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>E a água do São Francisco<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Límpida e gelada<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Lava nossa alma<br />
</strong></em></font><font face="Arial"><em><strong>Onde já não dói mais nada</strong></em></font></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Chuva</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/26/chuva/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 01:48:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>

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		<description><![CDATA[Chuva que cai em gotas Que se unem em um mesmo destino Se infiltram na terra formando nascentes Que descem os rios Cortando cidades, levando navios Crescendo ao mar no imenso vazio Esquenta-se até subir ao céu como vapor invisível Se une novamente como nuvens Até que ressuscita em água da chuva Que cai em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chuva que cai em gotas<br />
Que se unem em um mesmo destino<br />
Se infiltram na terra formando nascentes<br />
Que descem os rios<br />
Cortando cidades, levando navios<br />
Crescendo ao mar no imenso vazio<br />
Esquenta-se até subir ao céu como vapor invisível<br />
Se une novamente como nuvens<br />
Até que ressuscita em água da chuva<br />
Que cai em gotas<br />
Que se unem em um mesmo destino<br />
Se infiltram na terra<br />
E são sugadas por uma raiz sedenta<br />
Se transformando no corpo de uma planta<br />
Que transpira lançando-a ao espaço<br />
Lá onde se unem formando as nuvens<br />
Que ressuscita à terra em água da chuva<br />
Caindo em gotas<br />
Que se unem em um mesmo destino<br />
De serem engolidas por um animal<br />
Que sua e evapora esse suor<br />
Que vai ao céu<br />
Onde se une formando as nuvens<br />
Que ressuscita à terra em água da chuva<br />
Caindo em gotas<br />
Que se unem em um mesmo destino</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A chuva</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/26/a-chuva/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 01:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá vem a chuva que leva Tudo de ruim que há nessa terra Lava, chuva, e leva Tudo de ruim que há nessa terra Leva a tristeza embora Leva a mágoa, a destruição Leva a incerteza, o pessimismo Lave nossa alma, a alma do mundo Dê um banho na terra Nesse chão imundo Cheio de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lá vem a chuva que leva<br />
Tudo de ruim que há nessa terra<br />
Lava, chuva, e leva<br />
Tudo de ruim que há nessa terra<br />
Leva a tristeza embora<br />
Leva a mágoa, a destruição<br />
Leva a incerteza, o pessimismo<br />
Lave nossa alma, a alma do mundo<br />
Dê um banho na terra<br />
Nesse chão imundo<br />
Cheio de poeira, pó de gente<br />
De asfalto, de cuspe, cocô de cachorro<br />
Lave a terra e leve todo o egoísmo dos homens<br />
Faça com que eles enxerguem<br />
Que a água nos é dada de graça<br />
Retire esta nódoa de homens<br />
De cima de nossa terra<br />
Leve tudo para o rio<br />
Que leva tudo para o mar<br />
Onde tudo vai se transformar em coisas mais bonitas,<br />
Como as estrelas.<br />
Dê um banho nas árvores<br />
Nos bichos<br />
Na terra da floresta<br />
Cheia de folhas<br />
Cheia de vida<br />
Mas uma vida saudável, bonita<br />
De natureza pura e bela<br />
Lave todos os animais e plantas<br />
E retire deles toda a pureza que possas<br />
Para que esta água tão carregada<br />
De coisas boas Siga para o rio,<br />
Que vai seguir para o mar,<br />
Onde vai evaporar<br />
E com toda essa energia<br />
Vai desaguar em cima dos homens novamente<br />
Lavando suas almas sujas A<br />
ssim como as suas cidades,<br />
Retirando daqui tudo o que tem de ruim</p>
<p>Em 19 de março de 1993, as 2:40 da manhã, quando a uns 10 min. começou a cair uma grande chuva, com muitos trovões, que lavou a minha alma.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mãe Árvore</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/16/mae-arvore/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias autorais]]></category>
		<category><![CDATA[Premiados]]></category>
		<category><![CDATA[premiadas]]></category>
		<category><![CDATA[Prosas]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita. É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois&#8230; hãm hãm&#8230; tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos&#8230;). E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita.<br />
É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois&#8230; hãm hãm&#8230; tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos&#8230;).<br />
E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as mulheres&#8230;<br />
Divirtam-se&#8230;</p>
<p><strong>MÃE ÁRVORE</strong></p>
<p>Houve árvores inesquecíveis<br />
A vida passa, mas elas ficam<br />
Infelizmente algumas apenas na memória</p>
<p>Ah, as árvores&#8230;</p>
<p>O que seria de minha infância sem as árvores?<br />
A caramboleira do quintal da minha avó<br />
Que caramboleira!<br />
Grande, mas pequena<br />
Como uma pequena mulher fofinha<br />
Seus galhos finos a tornam esbelta quando vista por dentro,<br />
Onde cabiam todos os meus sonhos<br />
Lugares cativos meu e de meu irmão nos acolhiam<br />
Quantas carambolas eu comi<br />
Agora ela faz parte do meu corpo<br />
E de minhas lembranças&#8230;<br />
Minha infância já se foi,<br />
Mas ela está lá</p>
<p>Teve melhor destino que a goiabeira<br />
Que no meu quintal deu lugar à piscina<br />
Mas em minha memória ela ocupa<br />
Os principais arquivos de tempos idos<br />
Era minha casa dentro do quintal de minha  casa<br />
O meu universo quando minhas preocupações<br />
Eram apenas comer meu lanche longe da mesa e do chão<br />
Quantas proteínas ela me ofereceu<br />
Através dos bichinhos dos caroços brancos de seus frutos<br />
Hoje deito ao sol ao lado da piscina no vazio que ela deixou</p>
<p>Que saudade&#8230;</p>
<p>Saudade igual à que sinto pela minha “cabeluda”<br />
Ah, que frutinha gostosa<br />
Amarela como o sol<br />
Redonda como as bolas de gude<br />
Que eu tirava dos “triângulos”  de giz no cimento<br />
Seus galhos frágeis não me agüentavam<br />
Mas nada mais eu pedia<br />
Que suas frutinhas de grandes caroços doces<br />
Teve o mesmo destino que a goiabeira<br />
Eram duas irmãs&#8230;<br />
E hoje seu doce vive apenas na lembrança de meu paladar</p>
<p>Abacateiro que brincava de esconder<br />
E guardava seus frutos em cima do telhado</p>
<p>Jameleiro que era artista<br />
E pintava todo o chão com seu lindo violeta dos frutos</p>
<p>Todas vivem apenas na lembrança<br />
Apenas na lembrança&#8230;</p>
<p>Existem outras,<br />
Como o cajueiro da casa de praia<br />
Se fazia de difícil,<br />
Mas subíamos e pescávamos seus frutos nos mais altos galhos<br />
Este embora vivo também vive na lembrança<br />
Pois como um parente distante muito pouco o visito</p>
<p>Que saudade, árvore da frente da minha casa<br />
Lindas suas flores brancas, suas enormes folhas<br />
E seus frágeis galhos que se quebravam nos jogando ao chão<br />
E sua seiva, que pingava como lágrimas de leite</p>
<p>Leite que brotava como nos seios das mães<br />
Que vivem apenas na lembrança quente<br />
De quando as árvores nos pegavam no colo,<br />
Como mamãe também fazia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Ode à Mãe Natureza</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias autorais]]></category>
		<category><![CDATA[premiadas]]></category>

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		<description><![CDATA[A vida fica mais bela Quando um pássaro canta na janela Não há cheiro mais gostoso meu senhor Que o perfume delicado de uma flor E por acaso há sombra mais gostosa Que da copa de uma árvore bem frondosa? Que sabor no mundo você mais estima Que comer os frutos de uma árvore lá de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vida fica mais bela<br />
Quando um pássaro canta na janela</p>
<p>Não há cheiro mais gostoso meu senhor<br />
Que o perfume delicado de uma flor</p>
<p>E por acaso há sombra mais gostosa<br />
Que da copa de uma árvore bem frondosa?</p>
<p>Que sabor no mundo você mais estima<br />
Que comer os frutos de uma árvore lá de cima?</p>
<p>Ah, como é bom deitar com quem se ama<br />
Em um jardim todo coberto de grama</p>
<p>Não há água mais gostosa e mais fresquinha<br />
Que a que desce o rio bem gelada e bem limpinha</p>
<p>E banho, que mais posso querer então<br />
Que a chuva, que as nuvens lançam ao chão?</p>
<p>Qual lâmpada melhor nos ilumina<br />
Que a luz do sol, em torno do qual a terra gira?</p>
<p>Não há paisagem mais bonita de se olhar<br />
Que um céu de estrelas, acompanhando o luar</p>
<p>Não adianta o homem no papel azul pintar<br />
Jamais será mais belo que a cor azul do mar</p>
<p>Não há linha tracejada mais perfeita<br />
Que a linha do horizonte, onde o céu azul se deita</p>
<p>E me parece, nas estradas a viajar<br />
Que as montanhas lá foram postas para enfeitar</p>
<p>Que expressão lhe traduz maior carinho<br />
Que o eterno sorriso de um golfinho?</p>
<p>Você já viu vôo mais bonito<br />
Que o da gaivota, pairando no infinito?</p>
<p>Ah, natureza: ar e terra, água e fogo<br />
Dela nós fazemos parte<br />
Vida é o que está em jogo!</p>
]]></content:encoded>
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