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	<title>Hebdomadário Cultural &#187; Ambientais</title>
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	<description>Unindo minha cara de pau com serviço cultural</description>
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		<title>Árvore de Arte</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 21:27:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias prosas]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Árvores]]></category>
		<category><![CDATA[Naatureza]]></category>

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		<description><![CDATA[Obra de arte;
Tu és obra de arte.

De um lado a mata,
Do outro o rio que é um mar
No meio a areia branca...

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ÁRVORE DE ARTE</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Obra de arte;<br />
Tu és obra de arte.</p>
<p>De um lado a mata,<br />
Do outro o rio que é um mar<br />
No meio a areia branca&#8230;<span id="more-353"></span></p>
<p>E você.</p>
<p>Caída,<br />
Apoiada em teus próprios galhos<br />
Atitude de quem quer viver,<br />
Ou sobreviver.</p>
<p>Não importa se estás morta<br />
Tua beleza é essa<br />
Obra de arte<br />
Nas areias do Tupé<br />
Esta árvore apenas o é&#8230;</p>
<p>Obra de arte.</p>
<p>Ao vento<br />
No relento<br />
Sem tua proteção de folhas,<br />
Apenas o teu corpo de madeira<br />
Conservando a tua energia.</p>
<p>Cadê tua alma?<br />
Será que estás reencarnada<br />
Em alguma plântula?</p>
<p>Obra de arte<br />
Devias ser um trono<br />
Aliás, és um trono<br />
Onde os espíritos da natureza<br />
Se sentam e se sentem reis<br />
Onde se observa a vida em volta<br />
E mais coisas que eu não sei.</p>
<p>Obra de arte<br />
Tu és<br />
Obra de arte<br />
E acho que já sabes.</p>
<p>Te nomeio Rainha do Tupé<br />
O rio cheio te lava os galhos<br />
A floresta limpa teus pés<br />
A areia branca adora ser pisada por ti<br />
E as pessoas&#8230;</p>
<p>Essas, como eu, quando te vi<br />
Numa atitude de respeito e soberania<br />
Passam apenas por baixo de ti<br />
Pois tu és um trono<br />
De beleza<br />
E natureza<br />
E trono só para quem rei é</p>
<p>Magnífica<br />
Árvore de arte do Tupé.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mutação</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2011/08/22/mutacao/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 02:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Mutação]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem me dera ocorresse uma catástrofe benéfica
Uma guerra que produzisse efeitos mutantes no ser humano
E nossa raça se visse, palas próprias mãos
Impedida de se reproduzir com seus semelhantes

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>MUTAÇÃO</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier </strong></em></p>
<p>Quem me dera ocorresse uma catástrofe benéfica<br />
Uma guerra que produzisse efeitos mutantes no ser humano<br />
E nossa raça se visse, palas próprias mãos<br />
Impedida de se reproduzir com seus semelhantes</p>
<p>Quem me dera o ser humano tivesse<br />
Que optar em reproduzir com animais<br />
Apenas pela necessidade<br />
De perpetuar sua existência</p>
<p>Alguns escolheria o cachorro, e seus filhos,<br />
Fossem fisicamente como fossem<br />
Herdariam a lealdade e a sinceridade dos cães</p>
<p>Outros, nadando pelas águas, cruzariam com golfinhos<br />
E seus filhos teriam um sincero sorriso no rosto<br />
Herdando a bondade e benevolência que nos faltam</p>
<p>Os filhos de quem escolhesse os cavalos seriam felizes<br />
Pois gostariam do trabalho<br />
Seriam mais amigos uns dos outros<br />
Amando a natureza e a liberdade</p>
<p>E alegres seriam nossos filhos com macacos<br />
Com sua espontaneidade e esperteza<br />
Sabendo saborear o que nos dá a natureza</p>
<p>E, mesmo dentucinhos,<br />
Alegres seriam também os cruzamentos com esquilos<br />
Sabendo dar valor ao alimento<br />
Guardando apenas o que é de seu sustento</p>
<p>Os filhos de humanos com cobras<br />
Seriam bem menos maliciosos e traiçoeiros<br />
Visto que elas só usam seu veneno e astúcia<br />
Para caçar seu alimento</p>
<p>Ah, me alegro só de pensar em nossos filhos com as araras<br />
Que cores lindas teríamos</p>
<p>E mais: também herdaríamos sua fidelidade,<br />
Sua vida conjugal à dois,<br />
O amor das araras.<br />
O amor.</p>
<p>Herdaríamos o amor dos bichos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lições em contradições</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2009/04/11/licoes-em-contradicoes/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2009/04/11/licoes-em-contradicoes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 11 Apr 2009 23:17:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Contradições]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[A harmonia
Desarmônica
Da natureza
Se mostra a mim

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>LIÇÕES EM CONTRADIÇÕES</strong></p>
<p style="text-align: right"><strong><em>Declev Reynier</em></strong></p>
<p>A harmonia<br />
Desarmônica<br />
Da natureza<br />
Se mostra a mim</p>
<p>Uns competem e<br />
Competem a outros<br />
Não competir</p>
<p>Uns colaboram<br />
Com o fim<br />
Que é o começo<br />
De outro</p>
<p>Outros se prendem<br />
A tantos<br />
Que, enfim,<br />
Se tornam<br />
Soltos</p>
<p>Aquele que vai<br />
Nem sempre é<br />
O que retorna</p>
<p>O que torna a ir<br />
Por vezes<br />
Quer ficar</p>
<p>Alimentar-se<br />
Torna-se<br />
O fim</p>
<p>Reproduzir-se<br />
Torna ao<br />
Começo</p>
<p>A vida é o meio<br />
E o meio<br />
De manter-se vivo</p>
<p>É o fim<br />
E o começo</p>
<p>De um e<br />
De outro</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Janelas</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/25/janelas/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Nov 2007 18:27:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Mensagens]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Janelas]]></category>

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		<description><![CDATA[Já viajei muito pelo meu país
Muitas paisagens admirei
Andei buscando o belo
Mas nem sempre encontrei;

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>JANELAS</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Já viajei muito pelo meu país<br />
Muitas paisagens admirei<br />
Andei buscando o belo<br />
Mas nem sempre encontrei;<span id="more-90"></span></p>
<p>Levo a máquina sempre à mão<br />
Para registrar tudo em fotos<br />
Mas as vezes não a uso<br />
Pois nem sempre de tudo gosto;</p>
<p>As janelas dizem tudo<br />
São quadros da nossa realidade<br />
Elas nos mostram a vida em volta<br />
Revelando-nos a verdade;</p>
<p>Já fiquei em cinco estrelas<br />
E da janela rei me senti<br />
Já fiquei em barraco no morro<br />
E fiquei triste com o que vi;</p>
<p>Já fiquei em &#8220;apê&#8221; em frente ao mar<br />
E da janela via os barcos a velejar<br />
Já parei de carro perto de favela<br />
E crianças pediam trocados pela janela;</p>
<p>No nordeste vi a seca<br />
Muita gente a viajar<br />
Pessoas comendo calango<br />
E a terra a rachar;</p>
<p>Eu já fui ao Amazonas<br />
Vi um rio que é um mar<br />
Mas mesmo com tanto peixe<br />
A miséria estava lá;</p>
<p>Pode dar alegrias e às vezes embaraço<br />
Mas, igualdade? Quem já viu?<br />
Nas viagens que eu faço<br />
Das janelas vejo o Brasil.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>São Francisco</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/11/10/sao-francisco/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Nov 2007 20:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[São Francisco]]></category>

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		<description><![CDATA[Árvore retorcida
Pela dor do fogo
Não se deixa abater
Nasce de novo

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"> <strong>SÃO FRANCISCO</strong></p>
<p style="text-align: right"> <strong><em>Declev Reynier</em></strong></p>
<p>Essa foi feita numa viagem pra Goiás, quando passamos pela Serra da Canastra, em Minas &#8211; ambiente de cerrado &#8211; e bebemos água da nascente do São Francisco. Em homenagem à Edu e Carol:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Árvore retorcida<br />
Pela dor do fogo<br />
Não se deixa abater<br />
Nasce de novo</p>
<p>No chão carvão<br />
Da última queimada<br />
Brotam folhas<br />
Verdes de esperança</p>
<p>Cobrindo o chão<br />
Barro cor de brasa<br />
Tons de verdes matos<br />
Ao vento, uma dança</p>
<p>Pingos de cores<br />
Enfeitam a visão<br />
De flores e amores<br />
Como um céu no chão</p>
<p>E a água do São Francisco<br />
Límpida e gelada<br />
Lava nossa alma<br />
Onde já não dói mais nada</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Chuva</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/26/chuva/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 01:48:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[Chuva que cai em gotas
Que se unem em um mesmo destino

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>CHUVA</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Chuva que cai em gotas<br />
Que se unem em um mesmo destino<br />
Se infiltram na terra formando nascentes<br />
Que descem os rios<br />
Cortando cidades, levando navios<br />
Crescendo ao mar no imenso vazio<br />
Esquenta-se até subir ao céu como vapor invisível<br />
Se une novamente como nuvens<br />
Até que ressuscita em água da chuva<br />
Que cai em gotas<br />
Que se unem em um mesmo destino<br />
Se infiltram na terra<br />
E são sugadas por uma raiz sedenta<br />
Se transformando no corpo de uma planta<br />
Que transpira lançando-a ao espaço<br />
Lá onde se unem formando as nuvens<br />
Que ressuscita à terra em água da chuva<br />
Caindo em gotas<br />
Que se unem em um mesmo destino<br />
De serem engolidas por um animal<br />
Que sua e evapora esse suor<br />
Que vai ao céu<br />
Onde se une formando as nuvens<br />
Que ressuscita à terra em água da chuva<br />
Caindo em gotas<br />
Que se unem em um mesmo destino</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A chuva</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/26/a-chuva/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/26/a-chuva/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Oct 2007 01:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá vem a chuva que leva
Tudo de ruim que há nessa terra

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>A CHUVA</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Lá vem a chuva que leva<br />
Tudo de ruim que há nessa terra<br />
Lava, chuva, e leva<br />
Tudo de ruim que há nessa terra<br />
Leva a tristeza embora<br />
Leva a mágoa, a destruição<br />
Leva a incerteza, o pessimismo<br />
Lave nossa alma, a alma do mundo<br />
Dê um banho na terra<br />
Nesse chão imundo<br />
Cheio de poeira, pó de gente<br />
De asfalto, de cuspe, cocô de cachorro<br />
Lave a terra e leve todo o egoísmo dos homens<br />
Faça com que eles enxerguem<br />
Que a água nos é dada de graça<br />
Retire esta nódoa de homens<br />
De cima de nossa terra<br />
Leve tudo para o rio<br />
Que leva tudo para o mar<br />
Onde tudo vai se transformar em coisas mais bonitas,<br />
Como as estrelas.<br />
Dê um banho nas árvores<br />
Nos bichos<br />
Na terra da floresta<br />
Cheia de folhas<br />
Cheia de vida<br />
Mas uma vida saudável, bonita<br />
De natureza pura e bela<br />
Lave todos os animais e plantas<br />
E retire deles toda a pureza que possas<br />
Para que esta água tão carregada<br />
De coisas boas Siga para o rio,<br />
Que vai seguir para o mar,<br />
Onde vai evaporar<br />
E com toda essa energia<br />
Vai desaguar em cima dos homens novamente<br />
Lavando suas almas sujas A<br />
ssim como as suas cidades,<br />
Retirando daqui tudo o que tem de ruim</p>
<p>Em 19 de março de 1993, as 2:40 da manhã, quando a uns 10 min. começou a cair uma grande chuva, com muitos trovões, que lavou a minha alma.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mãe Árvore</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/16/mae-arvore/</link>
		<comments>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/16/mae-arvore/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Poesias]]></category>
		<category><![CDATA[Premiados]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[premiadas]]></category>
		<category><![CDATA[Prosas]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita.

É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois... hãm hãm... tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos...).

E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as mulheres...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita.</p>
<p>É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois&#8230; hãm hãm&#8230; tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos&#8230;).</p>
<p>E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as mulheres&#8230;</p>
<p>Divirtam-se&#8230;</p>
<p style="text-align: center"><strong>MÃE ÁRVORE</strong></p>
<p style="text-align: right"><em><strong>Declev Reynier</strong></em></p>
<p>Houve árvores inesquecíveis<br />
A vida passa, mas elas ficam<br />
Infelizmente algumas apenas na memória</p>
<p>Ah, as árvores&#8230;</p>
<p>O que seria de minha infância sem as árvores?<br />
A caramboleira do quintal da minha avó<br />
Que caramboleira!<br />
Grande, mas pequena<br />
Como uma pequena mulher fofinha<br />
Seus galhos finos a tornam esbelta quando vista por dentro,<br />
Onde cabiam todos os meus sonhos<br />
Lugares cativos meu e de meu irmão nos acolhiam<br />
Quantas carambolas eu comi<br />
Agora ela faz parte do meu corpo<br />
E de minhas lembranças&#8230;<br />
Minha infância já se foi,<br />
Mas ela está lá</p>
<p>Teve melhor destino que a goiabeira<br />
Que no meu quintal deu lugar à piscina<br />
Mas em minha memória ela ocupa<br />
Os principais arquivos de tempos idos<br />
Era minha casa dentro do quintal de minha  casa<br />
O meu universo quando minhas preocupações<br />
Eram apenas comer meu lanche longe da mesa e do chão<br />
Quantas proteínas ela me ofereceu<br />
Através dos bichinhos dos caroços brancos de seus frutos<br />
Hoje deito ao sol ao lado da piscina no vazio que ela deixou</p>
<p>Que saudade&#8230;</p>
<p>Saudade igual à que sinto pela minha “cabeluda”<br />
Ah, que frutinha gostosa<br />
Amarela como o sol<br />
Redonda como as bolas de gude<br />
Que eu tirava dos “triângulos”  de giz no cimento<br />
Seus galhos frágeis não me agüentavam<br />
Mas nada mais eu pedia<br />
Que suas frutinhas de grandes caroços doces<br />
Teve o mesmo destino que a goiabeira<br />
Eram duas irmãs&#8230;<br />
E hoje seu doce vive apenas na lembrança de meu paladar</p>
<p>Abacateiro que brincava de esconder<br />
E guardava seus frutos em cima do telhado</p>
<p>Jameleiro que era artista<br />
E pintava todo o chão com seu lindo violeta dos frutos</p>
<p>Todas vivem apenas na lembrança<br />
Apenas na lembrança&#8230;</p>
<p>Existem outras,<br />
Como o cajueiro da casa de praia<br />
Se fazia de difícil,<br />
Mas subíamos e pescávamos seus frutos nos mais altos galhos<br />
Este embora vivo também vive na lembrança<br />
Pois como um parente distante muito pouco o visito</p>
<p>Que saudade, árvore da frente da minha casa<br />
Lindas suas flores brancas, suas enormes folhas<br />
E seus frágeis galhos que se quebravam nos jogando ao chão<br />
E sua seiva, que pingava como lágrimas de leite</p>
<p>Leite que brotava como nos seios das mães<br />
Que vivem apenas na lembrança quente<br />
De quando as árvores nos pegavam no colo,<br />
Como mamãe também fazia.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ode à Mãe Natureza</title>
		<link>http://blogjunto.com/hebdomadario/2007/10/16/ode-a-mae-natureza/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 00:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ambientais]]></category>
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		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
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		<description><![CDATA[A vida fica mais bela
Quando um pássaro canta na janela

Não há cheiro mais gostoso meu senhor
Que o perfume delicado de uma flor

(...)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><strong>ODE À MÃE NATUREZA</strong></p>
<p style="text-align: right"><strong>Declev Reynier</strong></p>
<p>A vida fica mais bela<br />
Quando um pássaro canta na janela</p>
<p>Não há cheiro mais gostoso meu senhor<br />
Que o perfume delicado de uma flor</p>
<p>E por acaso há sombra mais gostosa<br />
Que da copa de uma árvore bem frondosa?</p>
<p>Que sabor no mundo você mais estima<br />
Que comer os frutos de uma árvore lá de cima?</p>
<p>Ah, como é bom deitar com quem se ama<br />
Em um jardim todo coberto de grama</p>
<p>Não há água mais gostosa e mais fresquinha<br />
Que a que desce o rio bem gelada e bem limpinha</p>
<p>E banho, que mais posso querer então<br />
Que a chuva, que as nuvens lançam ao chão?</p>
<p>Qual lâmpada melhor nos ilumina<br />
Que a luz do sol, em torno do qual a terra gira?</p>
<p>Não há paisagem mais bonita de se olhar<br />
Que um céu de estrelas, acompanhando o luar</p>
<p>Não adianta o homem no papel azul pintar<br />
Jamais será mais belo que a cor azul do mar</p>
<p>Não há linha tracejada mais perfeita<br />
Que a linha do horizonte, onde o céu azul se deita</p>
<p>E me parece, nas estradas a viajar<br />
Que as montanhas lá foram postas para enfeitar</p>
<p>Que expressão lhe traduz maior carinho<br />
Que o eterno sorriso de um golfinho?</p>
<p>Você já viu vôo mais bonito<br />
Que o da gaivota, pairando no infinito?</p>
<p>Ah, natureza: ar e terra, água e fogo<br />
Dela nós fazemos parte<br />
Vida é o que está em jogo!</p>
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