Textos para a Categoria ‘Ambientais’

Árvore de Arte

Por Declev Dib-Ferreira em 28/08/2011

ÁRVORE DE ARTE

Declev Reynier

Obra de arte;
Tu és obra de arte.

De um lado a mata,
Do outro o rio que é um mar
No meio a areia branca…
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Mutação

Por Declev Dib-Ferreira em 22/08/2011

MUTAÇÃO

Declev Reynier 

Quem me dera ocorresse uma catástrofe benéfica
Uma guerra que produzisse efeitos mutantes no ser humano
E nossa raça se visse, palas próprias mãos
Impedida de se reproduzir com seus semelhantes

Quem me dera o ser humano tivesse
Que optar em reproduzir com animais
Apenas pela necessidade
De perpetuar sua existência

Alguns escolheria o cachorro, e seus filhos,
Fossem fisicamente como fossem
Herdariam a lealdade e a sinceridade dos cães

Outros, nadando pelas águas, cruzariam com golfinhos
E seus filhos teriam um sincero sorriso no rosto
Herdando a bondade e benevolência que nos faltam

Os filhos de quem escolhesse os cavalos seriam felizes
Pois gostariam do trabalho
Seriam mais amigos uns dos outros
Amando a natureza e a liberdade

E alegres seriam nossos filhos com macacos
Com sua espontaneidade e esperteza
Sabendo saborear o que nos dá a natureza

E, mesmo dentucinhos,
Alegres seriam também os cruzamentos com esquilos
Sabendo dar valor ao alimento
Guardando apenas o que é de seu sustento

Os filhos de humanos com cobras
Seriam bem menos maliciosos e traiçoeiros
Visto que elas só usam seu veneno e astúcia
Para caçar seu alimento

Ah, me alegro só de pensar em nossos filhos com as araras
Que cores lindas teríamos

E mais: também herdaríamos sua fidelidade,
Sua vida conjugal à dois,
O amor das araras.
O amor.

Herdaríamos o amor dos bichos.

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Lições em contradições

Por Declev Dib-Ferreira em 11/04/2009

LIÇÕES EM CONTRADIÇÕES

Declev Reynier

A harmonia
Desarmônica
Da natureza
Se mostra a mim

Uns competem e
Competem a outros
Não competir

Uns colaboram
Com o fim
Que é o começo
De outro

Outros se prendem
A tantos
Que, enfim,
Se tornam
Soltos

Aquele que vai
Nem sempre é
O que retorna

O que torna a ir
Por vezes
Quer ficar

Alimentar-se
Torna-se
O fim

Reproduzir-se
Torna ao
Começo

A vida é o meio
E o meio
De manter-se vivo

É o fim
E o começo

De um e
De outro

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Janelas

Por Declev Dib-Ferreira em 25/11/2007

JANELAS

Declev Reynier

Já viajei muito pelo meu país
Muitas paisagens admirei
Andei buscando o belo
Mas nem sempre encontrei;
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Leila – a história mal contada



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São Francisco

Por Declev Dib-Ferreira em 10/11/2007

 SÃO FRANCISCO

 Declev Reynier

Essa foi feita numa viagem pra Goiás, quando passamos pela Serra da Canastra, em Minas – ambiente de cerrado – e bebemos água da nascente do São Francisco. Em homenagem à Edu e Carol:

 

Árvore retorcida
Pela dor do fogo
Não se deixa abater
Nasce de novo

No chão carvão
Da última queimada
Brotam folhas
Verdes de esperança

Cobrindo o chão
Barro cor de brasa
Tons de verdes matos
Ao vento, uma dança

Pingos de cores
Enfeitam a visão
De flores e amores
Como um céu no chão

E a água do São Francisco
Límpida e gelada
Lava nossa alma
Onde já não dói mais nada

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Chuva

Por Declev Dib-Ferreira em 26/10/2007

CHUVA

Declev Reynier

Chuva que cai em gotas
Que se unem em um mesmo destino
Se infiltram na terra formando nascentes
Que descem os rios
Cortando cidades, levando navios
Crescendo ao mar no imenso vazio
Esquenta-se até subir ao céu como vapor invisível
Se une novamente como nuvens
Até que ressuscita em água da chuva
Que cai em gotas
Que se unem em um mesmo destino
Se infiltram na terra
E são sugadas por uma raiz sedenta
Se transformando no corpo de uma planta
Que transpira lançando-a ao espaço
Lá onde se unem formando as nuvens
Que ressuscita à terra em água da chuva
Caindo em gotas
Que se unem em um mesmo destino
De serem engolidas por um animal
Que sua e evapora esse suor
Que vai ao céu
Onde se une formando as nuvens
Que ressuscita à terra em água da chuva
Caindo em gotas
Que se unem em um mesmo destino

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A chuva

Por Declev Dib-Ferreira em 26/10/2007

A CHUVA

Declev Reynier

Lá vem a chuva que leva
Tudo de ruim que há nessa terra
Lava, chuva, e leva
Tudo de ruim que há nessa terra
Leva a tristeza embora
Leva a mágoa, a destruição
Leva a incerteza, o pessimismo
Lave nossa alma, a alma do mundo
Dê um banho na terra
Nesse chão imundo
Cheio de poeira, pó de gente
De asfalto, de cuspe, cocô de cachorro
Lave a terra e leve todo o egoísmo dos homens
Faça com que eles enxerguem
Que a água nos é dada de graça
Retire esta nódoa de homens
De cima de nossa terra
Leve tudo para o rio
Que leva tudo para o mar
Onde tudo vai se transformar em coisas mais bonitas,
Como as estrelas.
Dê um banho nas árvores
Nos bichos
Na terra da floresta
Cheia de folhas
Cheia de vida
Mas uma vida saudável, bonita
De natureza pura e bela
Lave todos os animais e plantas
E retire deles toda a pureza que possas
Para que esta água tão carregada
De coisas boas Siga para o rio,
Que vai seguir para o mar,
Onde vai evaporar
E com toda essa energia
Vai desaguar em cima dos homens novamente
Lavando suas almas sujas A
ssim como as suas cidades,
Retirando daqui tudo o que tem de ruim

Em 19 de março de 1993, as 2:40 da manhã, quando a uns 10 min. começou a cair uma grande chuva, com muitos trovões, que lavou a minha alma.

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Mãe Árvore

Por Declev Dib-Ferreira em 16/10/2007

Esta é uma poesia-prosa, mais ou menos grande, mas modéstia à parte, muito bonita.

É uma das que eu mais gosto. Alguns amigues já conhecem, pois… hãm hãm… tirou primeiro lugar num concurso (devia ter só uns dois ou três inscritos…).

E é também uma homenagem às mulheres, especialmente às mães. Mais uma vez, as mulheres…

Divirtam-se…

MÃE ÁRVORE

Declev Reynier

Houve árvores inesquecíveis
A vida passa, mas elas ficam
Infelizmente algumas apenas na memória

Ah, as árvores…

O que seria de minha infância sem as árvores?
A caramboleira do quintal da minha avó
Que caramboleira!
Grande, mas pequena
Como uma pequena mulher fofinha
Seus galhos finos a tornam esbelta quando vista por dentro,
Onde cabiam todos os meus sonhos
Lugares cativos meu e de meu irmão nos acolhiam
Quantas carambolas eu comi
Agora ela faz parte do meu corpo
E de minhas lembranças…
Minha infância já se foi,
Mas ela está lá

Teve melhor destino que a goiabeira
Que no meu quintal deu lugar à piscina
Mas em minha memória ela ocupa
Os principais arquivos de tempos idos
Era minha casa dentro do quintal de minha  casa
O meu universo quando minhas preocupações
Eram apenas comer meu lanche longe da mesa e do chão
Quantas proteínas ela me ofereceu
Através dos bichinhos dos caroços brancos de seus frutos
Hoje deito ao sol ao lado da piscina no vazio que ela deixou

Que saudade…

Saudade igual à que sinto pela minha “cabeluda”
Ah, que frutinha gostosa
Amarela como o sol
Redonda como as bolas de gude
Que eu tirava dos “triângulos”  de giz no cimento
Seus galhos frágeis não me agüentavam
Mas nada mais eu pedia
Que suas frutinhas de grandes caroços doces
Teve o mesmo destino que a goiabeira
Eram duas irmãs…
E hoje seu doce vive apenas na lembrança de meu paladar

Abacateiro que brincava de esconder
E guardava seus frutos em cima do telhado

Jameleiro que era artista
E pintava todo o chão com seu lindo violeta dos frutos

Todas vivem apenas na lembrança
Apenas na lembrança…

Existem outras,
Como o cajueiro da casa de praia
Se fazia de difícil,
Mas subíamos e pescávamos seus frutos nos mais altos galhos
Este embora vivo também vive na lembrança
Pois como um parente distante muito pouco o visito

Que saudade, árvore da frente da minha casa
Lindas suas flores brancas, suas enormes folhas
E seus frágeis galhos que se quebravam nos jogando ao chão
E sua seiva, que pingava como lágrimas de leite

Leite que brotava como nos seios das mães
Que vivem apenas na lembrança quente
De quando as árvores nos pegavam no colo,
Como mamãe também fazia.

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Ode à Mãe Natureza

Por Declev Dib-Ferreira em 16/10/2007

ODE À MÃE NATUREZA

Declev Reynier

A vida fica mais bela
Quando um pássaro canta na janela

Não há cheiro mais gostoso meu senhor
Que o perfume delicado de uma flor

E por acaso há sombra mais gostosa
Que da copa de uma árvore bem frondosa?

Que sabor no mundo você mais estima
Que comer os frutos de uma árvore lá de cima?

Ah, como é bom deitar com quem se ama
Em um jardim todo coberto de grama

Não há água mais gostosa e mais fresquinha
Que a que desce o rio bem gelada e bem limpinha

E banho, que mais posso querer então
Que a chuva, que as nuvens lançam ao chão?

Qual lâmpada melhor nos ilumina
Que a luz do sol, em torno do qual a terra gira?

Não há paisagem mais bonita de se olhar
Que um céu de estrelas, acompanhando o luar

Não adianta o homem no papel azul pintar
Jamais será mais belo que a cor azul do mar

Não há linha tracejada mais perfeita
Que a linha do horizonte, onde o céu azul se deita

E me parece, nas estradas a viajar
Que as montanhas lá foram postas para enfeitar

Que expressão lhe traduz maior carinho
Que o eterno sorriso de um golfinho?

Você já viu vôo mais bonito
Que o da gaivota, pairando no infinito?

Ah, natureza: ar e terra, água e fogo
Dela nós fazemos parte
Vida é o que está em jogo!

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