O que fazemos?
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Um rapaz acabou de ser assassinado no estacionamento do shopping, dentro de seu carro, ao que tudo indica, numa tentativa de assalto.
O meu medo é que isso esteja se tornando corriqueiro. As pessoas continuam sua vida como se nada tivesse acontecido. Entram nas lojas, olham as vitrines, continuam na praça de alimentação comendo e assistindo televisão. Entram e saem sorridentes. A vida continua sim, mas este fato não pode se tornar tão real e comum em nossa sociedade ao ponto de deixarmos passar como “mais umâ€.
Aonde ficam os questionamentos? Aonde ficam as reformas? O que fazemos para mudarmos este quadro? Não reagiremos aos assaltos; não passaremos mais por lugares perigosos; não andaremos desacompanhados; nos armaremos até os dentes? São essas as soluções que temos?
E quem assassinou o rapaz, que se fez dele? O que não fizemos em sua vida, antes disso, para que não fosse levado para esse caminho? E as milhares de outras pessoas que podem ir pelo mesmo? E as crianças que, daqui a algum tempo, senão agora, terão de optar pela vida bandida ou por um futuro digno?
Optar? Que opções damos a essas crianças? Quantas vagas nas escolas damos; que qualidade de ensino têm; que exemplos podem elas ter de nossa polÃcia, nossos polÃticos, empresários, de nós mesmos?
Opções?
O que fazemos pela famÃlia deste pobre rapaz assassinado? E o que fazemos para que não haja mais famÃlias de pobres rapazes e moças assassinados?
O que fazemos por nossas próprias famÃlias?
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