Textos para mês 10/2007

Comida

Por Declev Dib-Ferreira em 24/10/2007

Bordel
Motel
Hotel

Sarapatel

De cheiros
E sabores

Sentimentos
E amores

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Uma conversa com dois finais e dois finaisAs máquinas e o ser humanoMatei e mato mesmo!



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Nós

Por Declev Dib-Ferreira em 24/10/2007

Você diz que no Brasil só tem político safado,
Mas por um bom punhado de dólares
Gostaria de ser subornado.

Você diz que no Brasil só tem ladrão,
Mas será que nunca roubou um “doce”
Ou deixou de pagar algo -
 ”deu balão”?

Você diz que a violência não tem fim,
Que não se pode nem sair às ruas,
Então fica em casa, certo?
Mas briga com pais, filhos, irmãos
Ou quem estiver por perto.

A guerra pra você não faz sentido,
Mas não dá nos dedos
Os que considera inimigos.

Que tristeza a destruição da natureza!
Mas você nunca plantou uma árvore
No seu quintal só tem cimento
Veja se tem cabimento!

A fome é desleal e uma tristeza,
Mas você não dá nem esmola
E já prestou atenção em sua mesa?

Ah, pára de criticar!
O Brasil tem jeito
E se você quiser não vai parar!

Ele é a nossa cara e o nosso retrato
Se quiser vê-lo mudado
Terá que em si mesmo
Dar um bom trato.

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Cuméquié?

Por Declev Dib-Ferreira em 24/10/2007

O casal parou em frente à loja de perfumes; uma vendedora estendeu o pé, e lhes entregou uma fita com o odor de um perfume. A mulher do casal olhou-a com a boca – aberta -, agradeceu pelo nariz e levou a fita ao ouvido para melhor sentir o cheiro. Ela disse que gostou, mas não iria levar porque estava sem dinheiro. A vendedora, boa vendedora por sinal, insistiu e disse: “leve, faço questão, pode deixar que eu pago”. O casal entrou na loja, à espera de novos clientes, e a vendedora foi embora, feliz da vida, carregando o perfume que acabara de vender.

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Criação poética do universo

Por Declev Dib-Ferreira em 22/10/2007

No início não havia nada.
E nada havia de haver
Não tivesse Deus uma idéia fixa na cabeça.
Primeiro chutou o chão do universo que nada tinha
Levantando a poeira cósmica,
Fez bolinhas de areia com as mãos
Formando os milhares de milhões de mundos…
Alguns mundos ele deixou apagados
Outros ele pôs fogo
Após criar o fogo, claro
Outros, como bolinhas de gude,
Fez vagar pelo imenso universo…

Em um desses mundinhos apagados
Ele criou muitas das coisas que agora conhecemos
Ele chorou para fazer as águas
Ele cobriu com lençol para fazer a noite
Ele furou o lençol para fazer as estrelas aparecerem
Colou uma lua linda nesse lençol
Sempre sem tirar da cabeça
A sua idéia fixa.

A lua inspirou Deus…
Sua idéia era fazer algo perfeito e complexo…

E ele foi tentando:
Fez as plantas:
Musgos, algas, samambaias, rosas (o que o fez ficar mais inspirado), árvores…
Mas não ficou satisfeito;
Fez então os animais:
Vermes, siris, peixes, jacarés, golfinhos, macacos…
Chegou quase,
Mas não ficou satisfeito;
Fez o homem,
Achou que tinha conseguido!
Foi descansar
Mas foi só Deus virar as costas
Para o homem o decepcionar.
Também,
O homem era (e ainda é) tão… bruto, peludo, feio, carrancudo… tão parecido com o animal
Passou-se muito tempo
E Deus fazendo e refazendo suas fórmulas,
Até que
Criou a mulher.

E sem saber, aí sim,
Ele criou um verdadeiro universo.

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FotosAntes de eu nascerSexo



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Matei e mato mesmo!

Por Declev Dib-Ferreira em 22/10/2007

Matei mesmo! E mato qualquer outro que se meta a bonzinho ou revolucionário nesta terra. Eu quero é ver o circo pegar fogo. Não vem querendo mudar as coisas não! Se começar a ficar muito preocupado, achando tudo uma grande injustiça, querendo socializar o mundo eu te pego! Que negócio é esse de acabar com os pobres? De distribuição de comida, de riquezas? Eu te faço como fiz com os outros.

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Sorvete

Por Declev Dib-Ferreira em 22/10/2007

Não quero Sorvete,
Quero só ver-te
E depois sorver-te…

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Como conquistar uma mulher

Por Declev Dib-Ferreira em 18/10/2007

Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre!

Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina…
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O Concurso

Por Declev Dib-Ferreira em 18/10/2007

Ele leu sobre o concurso em um jornal. Estavam dando bastante destaque, começou a sair até na televisão. Foi pela pindaíba que estava passando que resolveu se inscrever.
- Ô Zé, cê tá lôco??? – perguntou estupefato um amigo – se inscrever no concurso de bunda substituta num grupo de pagode???
- É a crise né?, tenho que tentar de tudo – se limitou a dizer.
Foi fazer a inscrição. A bunda (ops!), a moça que estava recebendo as fichas das candidatas quase teve um troço:
- Sr. José… o senhor não pode se inscrever!
- E porque não?
- O concurso é para escolher a bunda mais bonita que dança mais gostoso para fazer parte do grupo!
- Eu sei… mas, em primeiro lugar, considero que tenho uma bunda bonita e, depois, dançar eu já tenho prática: dancei no emprego, dancei na poupança, dancei no casamento… e o regulamento não diz que homens não podem se inscrever!
- É mesmo…
Conseguiu se inscrever.
Ele tinha muitos pêlos nas pernas e bunda, é verdade, mas resolveu que não iria raspar, só clarear com água oxigenada – É para dar charme – disse. Difícil foi achar uma roupa que coubesse…
No dia da primeira eliminatória surpreendentemente ele arrasou! Ficou entre as vinte finalistas, dançou e rebolou como nenhuma outra. Na finalíssima foi mais arrasante ainda. Não teve para ninguém! Só viram a bunda dele. Conquistou o primeiro lugar. Quebrou um paradigma e saiu do palco chorando.
No dia seguinte, como era de se esperar, saíram fotos suas (do traseiro, diga-se) em todos os jornais e revistas do país. Ficou famoso. Manchetes: “O Homem da Bunda mais Bonita do Brasil!”, “O Sucessor!”, “A Bunda que venceu!”…
Aí começaram os reveses. Começaram a falar mal dele, dizendo que era burro, que não havia mais nada na cabeça além da bunda, colocaram frases mentirosas em sua boca, coisas horrorosas que só a imprensa e o povo unidos jamais serão vencidos são capazes de fazer. Começaram muitas mulheres a fazerem propostas indecentes, maliciosas, oferecendo dinheiro para irem com ele para cama, ligações anônimas no meio da noite com mulheres falando barbaridades obscenas… Não teve mais sossego!
Até que não agüentou. Não seguiu a carreira artística. Desistiu.
Não queria ser conhecido como apenas mais uma bundinha bonita da Música Popular Brasileira.

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Mãe Árvore



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Corujas e Morcegos

Por Declev Dib-Ferreira em 18/10/2007

Amo a madrugada
Onde as horas passam lentas,
Sonolentas
Onde as pessoas dormem
E eu vivo
Onde os sons se calam
E ouço a mim
Onde o mundo é todo meu
E das corujas e morcegos –
Quando havia corujas e morcegos

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Esperança

Por Declev Dib-Ferreira em 18/10/2007

Sempre
Sempre
Sempre
Sempre
Sempre
Haverá
Sol
Haverá
Lua

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Três trovas não novas…São FranciscoMulher Nua



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