Textos para mês 10/2007

Amor!

Por Declev Dib-Ferreira em 31/10/2007

Alguma coisa despertou
Em meu coração de gelo
Algo que agora o esquentou
E periga derretê-lo

Que nome que isso tem? Amor?
Quem poder√° me responder?
Só sei que agora sinto dor
E sem isso n√£o sei viver

Faço desse sentimento
Da minha vida o alimento
Que me dá forças pra esperar

O t√£o esperado momento
De acabar meu sofrimento
Na hora que você voltar

——————————————————————————————

Na mesma linha: http://calidoscopiopoetico.blogspot.com/2007/08/odes-ao-amor.html

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Como obter tempo

Por Declev Dib-Ferreira em 30/10/2007

Ele n√£o tem tempo para nada, √© um empres√°rio, muito ocupado em ganhar milh√Ķes, acorda √†s 5:30 da manh√£, toma um banho r√°pido, fuma um cigarro, bebe uma x√≠cara de caf√©, fuma outro cigarro j√° saindo para o trabalho, vai de helic√≥ptero para n√£o ficar preso em engarrafamentos, tem a agenda lotada e tr√™s secret√°rias para tomarem conta de seu precioso dia, mesa cheia, muitos relat√≥rios a ler, outros a fazer, reuni√Ķes, reuni√Ķes, reuni√Ķes, almo√ßa sempre com pessoas com assuntos pendentes¬†– assim resolve problemas ao mesmo tempo que come¬†-, no jantar faz o mesmo, depois ainda resolve mais algumas coisas nos escrit√≥rios das filiais e vai para casa dormir: 1 hora da manh√£, a mulher j√° est√° deitada, o filho tamb√©m, nos fins de semana, quando o encontra, seu garoto o chama para algum lugar onde gostaria de ir com o pai e sempre ouve as mesmas respostas: “hoje n√£o d√°”, “Neste fim de semana n√£o, no outro prometo te levar”, “Puxa, tenho uma viagem de neg√≥cios marcada…” , a esposa quase n√£o o v√™, nem sei quantas vezes fazem amor por m√™s ‚Äď √© um assunto meio √≠ntimo, sabe? ‚Äď mas garanto serem poucas, a m√£e ligava toda semana cobrando o almo√ßo prometido e n√£o cumprido, desistiu depois que ele passou a n√£o atend√™-la, pedindo para as secret√°rias darem desculpas como: “est√° em reuni√£o”, “avisou que liga mais tarde”, “pediu para deixar recado”, certo dia sentiu uma pontada no peito, a dor foi ficando mais forte, sentiu uma dorm√™ncia no bra√ßo, chamou a secret√°ria, e esta o pronto-socorro: infarto, interna√ß√£o, exames… “mas n√£o posso ficar!”, “daqui voc√™ n√£o sai!”, disse o m√©dico, assim que souberam foram para o hospital esposa, filho, m√£e, todos desesperados, querendo saber not√≠cias, est√° fora de perigo, mas deve ficar internado para observa√ß√£o e para fazer outros exames, levar√° tempo, “tempo? n√£o tenho!” … mas teve que ter…

Na primeira semana de hospital ele descobriu o que √© isso… Viu televis√£o… Namorou a esposa (namoro “leve”, beijinhos, abra√ßos)… Conversou com a m√£e… Reviu irm√£os e diversos amigos… At√© conheceu melhor o filho… Jogaram damas… Ajudou-o a fazer os deveres de casa… As visitas iam diariamente… Mais pela saudade de v√™-lo do que pela doen√ßa… Ele gostou… Isso que era ter tempo?… √Č Bom!… Leu v√°rios livros… Pensou na vida e em si mesmo…

Dez dias depois obteve alta… N√£o foi nada s√©rio… n√£o precisava de opera√ß√Ķes… os medicamentos surtiram efeito, gra√ßas a Deus, disseram… “V√™ se tem uma vida mais saud√°vel…”, alertou o m√©dico… “Vou tentar…”, respondeu….

Ao chegar em casa uma de suas secret√°rias ligou: “Est√° tudo atrasado por aqui sr., uma bagun√ßa!”, ele foi para o escrit√≥rio e n√£o parou mais at√© o pr√≥ximo infarto.

Fatal…

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O menino de rua

Por Declev Dib-Ferreira em 28/10/2007

Estavam voltando do restaurante, satisfeitos. Antes de chegarem ao carro avistaram a cena chocante, que deixou os dois aflitos. ‚Äď “Olha M√°rio, coitado…” ‚Äď disse a esposa. ‚Äď “Oh…, voc√™ sabe que n√£o consigo ver essas coisas Sandra!” ‚Äď os olhos dele logo lacrimejaram. Ficaram por alguns instantes parados, observando aquele triste quadro urbano.

(more…)

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Rato morto

Por Declev Dib-Ferreira em 27/10/2007

Sei que esta imagem √© muito forte para n√≥s, que gostamos da tecnologia e do computador. Internautas, preparem-se!! Mas a miss√£o de quem ama a fotografia e as artes em geral √© esta: mostrar a realidade. Vejam as fotos de um rato morto que tirei numa cooperativa de catadores de materiais reciclados…¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†

                                             

Rato morto

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Ensaio fotogr√°fico Bonequinhas do Lixo

Por Declev Dib-Ferreira em 27/10/2007

A id√©ia n√£o √© minha, devo dizer… mas deveria ter sido!!! Vi um ensaio fotogr√°fico do Marcelo Tabach na Revista “Oi” n√ļmero 19 (o link dela n√£o estava funcionando, n√£o coloquei).

Eu, logo eu, fissurado por fotos e por lixo (n√£o por bonecas, claro!), n√£o tive uma id√©ia dessas! Mas como eu estou trabalhando com cooperativas de catadores de recicl√°veis, tive a oportunidade de tirar umas fotos… digamos… parecidas… A id√©ia¬†usei ¬†dele, mas as fotos s√£o minhas.¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†

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Depois eu colocarei mais Рé que não estou achando Рe falarei sobre meu trabalho com catadores no www.diariodoprofessor.com.

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Chuva

Por Declev Dib-Ferreira em 26/10/2007

CHUVA

Declev Reynier

Chuva que cai em gotas
Que se unem em um mesmo destino
Se infiltram na terra formando nascentes
Que descem os rios
Cortando cidades, levando navios
Crescendo ao mar no imenso vazio
Esquenta-se até subir ao céu como vapor invisível
Se une novamente como nuvens
Até que ressuscita em água da chuva
Que cai em gotas
Que se unem em um mesmo destino
Se infiltram na terra
E s√£o sugadas por uma raiz sedenta
Se transformando no corpo de uma planta
Que transpira lançando-a ao espaço
L√° onde se unem formando as nuvens
Que ressuscita à terra em água da chuva
Caindo em gotas
Que se unem em um mesmo destino
De serem engolidas por um animal
Que sua e evapora esse suor
Que vai ao céu
Onde se une formando as nuvens
Que ressuscita à terra em água da chuva
Caindo em gotas
Que se unem em um mesmo destino

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A chuva

Por Declev Dib-Ferreira em 26/10/2007

A CHUVA

Declev Reynier

L√° vem a chuva que leva
Tudo de ruim que h√° nessa terra
Lava, chuva, e leva
Tudo de ruim que h√° nessa terra
Leva a tristeza embora
Leva a mágoa, a destruição
Leva a incerteza, o pessimismo
Lave nossa alma, a alma do mundo
Dê um banho na terra
Nesse ch√£o imundo
Cheio de poeira, pó de gente
De asfalto, de cuspe, coc√ī de cachorro
Lave a terra e leve todo o egoísmo dos homens
Faça com que eles enxerguem
Que a água nos é dada de graça
Retire esta nódoa de homens
De cima de nossa terra
Leve tudo para o rio
Que leva tudo para o mar
Onde tudo vai se transformar em coisas mais bonitas,
Como as estrelas.
Dê um banho nas árvores
Nos bichos
Na terra da floresta
Cheia de folhas
Cheia de vida
Mas uma vida saud√°vel, bonita
De natureza pura e bela
Lave todos os animais e plantas
E retire deles toda a pureza que possas
Para que esta √°gua t√£o carregada
De coisas boas Siga para o rio,
Que vai seguir para o mar,
Onde vai evaporar
E com toda essa energia
Vai desaguar em cima dos homens novamente
Lavando suas almas sujas A
ssim como as suas cidades,
Retirando daqui tudo o que tem de ruim

Em 19 de mar√ßo de 1993, as 2:40 da manh√£, quando a uns 10 min. come√ßou a cair uma grande chuva, com muitos trov√Ķes, que lavou a minha alma.

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Com / Sem

Por Declev Dib-Ferreira em 24/10/2007

Ser√° que se pode combater
Sem bater em ninguém?
Só sei que não vou conseguir
Sem seguir adiante;
Ter um contato
Sem tato usar;
N√£o passarei no concurso
Sem curso fazer;
N√£o ficarei contente
Sem tentar;
E n√£o ganharei confeito
Sem feito nenhum.

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VÊ / BÊ

Por Declev Dib-Ferreira em 24/10/2007

Se minha casa
Tem √°rvores com V
√Č arborizada
E eu arborizo com B
Se minha vida
√Č livre com V
Tenho liberdade
E me liberto com B

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Sexo

Por Declev Dib-Ferreira em 24/10/2007

Hum…
N√£o h√° nada mais gostoso
Que deitar com você
Meu braço de travesseiro
Sentir teu cheiro
Enfiar meu rosto em teus cabelos
Sugar teus seios
Minha barba n√£o machuca tua nuca
Mas você geme
Se arrepia e treme
Esse suor salgado
Quando lambo tuas costas
Quero te fazer recheio
Do sanduíche mais gostoso do mundo
Entre mim e o colch√£o –
Meu c√ļmplice
E te fazer minha c√ļmplice
Quando me aconchego entre tuas pernas
E sinto teu gosto embaixo das cobertas
Ah, esse cheiro embriagador
De sexo
Esse encaixe perfeito
Como c√īncavo e convexo
Os movimentos ritmados
Como em um balé bem ensaiado
Um balé de deuses e deusas
Dançando,
Ao criarem o universo

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